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O Mercado de ECM e as evoluções tecnológicas

Por Alex Braz (A Star Labs)

A 4ª revolução industrial

Muito se fala sobre a 4ª revolução industrial (tema central da edição de 2016 do Fórum Econômico Mundial), uma imensa reinvenção das formas de produção, dos meios de consumo, da conectividade, da mobilidade e das relações humanas.

Um fator preponderante para que a 4ª revolução industrial aconteça é a era digital uma vez que, sem a era digital não seria possível que nós brasileiros pudéssemos participar  do fenômeno no momento em que ele ocorre. O que é, claramente, diferente daquilo que observamos nas revoluções industriais anteriores.

Sobre o meio digital, emergem novas tecnologias como  “internet das coisas”, “aprendizagem de máquina”, “blockchain”, ‘impressoras 3d’, ‘redes neurais artificiais’, ‘análise preditiva’, dentre outras. Essas tecnologias irão influenciar o mundo no qual vivemos, ao viabilizarem um evento tão grande a ponto de ser categorizado como “revolução” (industrial). Por tal motivo, vale supor que haverá como consequência uma série de grandes e impactantes mudanças na vida das pessoas.

Sistemas ECM têm atendido bem à demanda

Todos os grandes sistemas de ECM apresentam características similares e até mesmo consagradas, por assim dizer, ao ponto de terem se tornado commodities na prática. Pense, por exemplo, na sua “árvore de documentos”. Ela faz parte de um core bem definido nesses sistemas que, em geral, sem grandes variações, resolvem os problemas e vêm atendendo às necessidades dos usuários.

Também é preciso levar em conta que foi investido bastante capital intelectual no mercado e que muita gente capacitada planejou, criou, desenvolveu, implantou e empreendeu esforços em sistemas de ECM. São esses os responsáveis por gerar esta sensação de que o principal já foi feito, o que faz muito sentido do ponto de vista de quem empreendeu no campo por muito tempo. E também por aqueles que passaram pelos primeiros sistemas ECM até a última grande migração de muitos deles para o modelo web. Porém, nos dias de hoje, e nos anos que se seguirão, todo esse esforço poderá ser considerado o alicerce daquilo que virá. O desafio agora é: como utilizar as melhorias tecnologias de modo que façam sentido ao negócio? E que gerem ainda um diferencial competitivo ou diminuição de custos? Afinal, não seria nada mau responder a esses pontos, não é mesmo?

É necessário modernizar os sistemas ECM

Existe uma necessidade de modernização em grande parte dos sistemas de ECM, pelas características próprias do mercado, já explicadas acima. Já se sabe que vivemos um momento único em termos de novas tecnologias, porém é necessário tomar o cuidado de não implementar novas tecnologias apenas porque são novas. O trabalho de analisar o que pode ou não ser implementado no seu produto deve ser árduo e muito cuidadoso, já que existe uma ampla gama das ditas ‘novas tecnologias’, embora algumas provavelmente não venham a sobreviver ao próximo semestre. Logo,  como resolver a questão modernizar meu software sem cair em tecnologias que sejam puramente um “hype”, uma moda passageira? E mais: quais destas tecnologias podem ser absorvidas dentro do mercado de ECM e como isso seria viabilizado?

Antes de pensar no meio é preciso pensar no fim, no que queremos agregar ao nosso produto. Embora isto pareça óbvio, nunca será possível adotar todas as tecnologias e a decisão nesse sentido deve ser focada na estratégia do negócio. Se o foco é ter o Governo como cliente, algumas tecnologias são aderentes, enquanto que se o foco é ter um mercado de nicho como centro outras tecnologias se tornam, então, aderentes.

A tecnologia pode ser utilizada para engajar clientes, avaliar e medir resultados, melhorar a velocidade, transparência, segurança e qualidade de um produto, além de agregar inúmeras funcionalidades. Assim, quais destas palavras-chave se adequam ao seu momento?

Internet das Coisas (IoT)

Imagine a quantidade de dados coletados pela tecnologia da Internet das Coisas! Com certeza seria uma grande oportunidade para um sistema capaz de armazenar toda esta informação de forma agnóstica (adaptável), além de a indexar, processar, e disponibilizar com garantia de entrega com qualidade.

Mobile

O celular é o principal meio de acesso à internet no Brasil, isso permite que o seu aplicativo que já é web seja responsivo. Ou seja, adapte-se à tela do dispositivo que o acessa na hora. Some-se a isso uma série de novas capacidades da linguagem de marcação HTML5, capaz de retirar uma parte do processamento dos seus servidores para que este processamento se dê no dispositivo do cliente. Para melhorar a experiência de utilização de um software no celular, existem hoje as ‘Progressive Web Apps’. Tais aplicativos utilizam as capacidades dos navegadores modernos para entregar ao usuário uma experiência tão boa quanto a de um aplicativo nativo.

Blockchain

A tecnologia blockhain é uma das mais complexas e, ao mesmo tempo, com mais capacidade de revolucionar o seu produto, pois ela já vem fazendo isso com mercados inteiros. Você pode utilizar blockchain para mapear processos de negócios e informar milestones atingidos neles ou, ainda, para o registro de informações e obtenção de um carimbo do tempo imutável, adicionando assim um selo de autenticidade único e inviolável a qualquer documento (ou série de documentos).

Esses são apenas alguns exemplos de utilização das novas tecnologias. Naturalmente, o assunto pode e deve se estender nos próximos meses, sendo uma discussão muito mais ampla ao tratar da renovação de mercados amplos e complexos. Como profissional envolvido com todas as tecnologias citadas, com especial atenção a ECM/GED/BPO nos últimos 2 anos, sinto que não é exagero dizer: há uma revolução em curso e conhecê-la é preciso.

 

Saiba mais sobre o potencial de tecnologias disruptivas
como a blockchain no Blog da A Star.

 

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