Blockchain: a próxima revolução

Você sabe o que é Blockchain? Essa tecnologia nada mais é do que uma base de dados de transações distribuídas e criadas para dar segurança ao uso de moedas digitais. O blockchain é a primeira tentativa da internet das finanças e chegou para revolucionar a indústria, visto que, para garantir a segurança e transparência das transações, ele impossibilita o uso da mesma moeda em mais de uma transação. Os dados, ao invés de serem guardados em um único computador, são distribuídos por toda a internet. A OneCoin, que compreende um novo sistema de criptomoedas, conta com um blockchain próprio para mineração de moedas digitais e explica por que a tecnologia é um dos bancos de dados mais seguros da atualidade. Veja nesta entrevista o que a fundadora e CEO da empresa, Dra. Ruja Ignatova, conta sobre o tema.

1) O que é o BlockChain?

À medida que a internet foi criada para permitir que os computadores se comuniquem através de diferentes locais e, seus usuários, possam comunicar com pessoas, o blockchain foi originalmente criado para permitir que a moeda seja trocada entre diferentes locais e pessoas. O blockchain é a razão de todas as operações, agrupadas em blocos, feito com um regime de moeda (descentralizado) virtual.

O blockchain permite a troca de informações, de forma síncrona e até mesmo, permite que duas partes em uma rede possam concluir transações sem que se conheçam.

Ele efetivamente permite que um sistema mantenha registos contabilísticos coletivo na internet, que atualiza constantemente e, com o auxílio de uma função matemática, permite que os participantes cheguem a um acordo sobre a aprovação das transações. Neste sistema, as transações são feitas entre os membros de uma rede e as informações relativas às transações são reunidas em “blocos”. Esses blocos são analisados e verificados pela rede e acrescentado em uma ordem cronológica (a criação da cadeia de blocos) nos computadores de todos os participantes da rede. O blockchain é, então, o registo público de transações e é, de fato, de propriedade de cada participante da rede. Assim, todos os movimentos de informações que tenham sido trocadas na rede podem ser rastreados, permitindo que a transparência do sistema, parta do princípio que o IP do computador não é mascarado.

2) Como funciona?

O novo blockchain OneCoin é muito poderoso, capaz de processar mais transações do que fornecedores de cartão de crédito. Ele é executado a cada minuto, o que torna a escolha ideal para os comerciantes porque armazena documentos KYC dos usuários – estabelecendo um novo padrão na indústria de criptomoeda. Consiste em cada transação já realizada no OneCoin, uma vez que transações anônimas não são permitidas e a empresa segue estritamente as políticas de combate à lavagem de dinheiro, a realização de procedimentos de CSC em diferentes aspectos de suas atividades.

Devido ao seu sistema centralizado, o blockchain OneCoin não se assemelha a um blockchain público de criptomoedas descentralizadas. Estamos orgulhosos de ser a primeira empresa de criptomoeda na indústria que introduziu uma auditoria mensal de seu blockchain. Todos os relatórios de auditoria blockchain OneCoin provaram que o blockchain OneCoin é consistente e que o número de moedas mineradas é genuína.

3) Existe um processo de gestão de dados e informações constantes para que haja as transações da moeda digital?

Sim, a partir do momento que há um registro no blockchain, esses dados não podem ser apagados ou alterados e tal prática facilita na hora de registrar ativos, mantê-los atualizados. A tecnologia preza por fazer transações muito seguras e isso se dá pela gestão de dados e informações atribuídas ao blockchain. No caso da OneCoin, ainda há uma camada a mais de segurança pois somos a única moeda que trabalha com o KYC (Know Your Customer) , ou seja, todos os nossos usuários são obrigados a comprovar seus dados de identidade, endereço e bancários. Isso evita fraudes, já que em um sistema de moedas virtuais convencional, essas informações não são requisitadas. Logo, se o usuário perde sua senha ou wallet de uma moeda como a BitCoin por exemplo não tem como recuperar seus investimentos.

4) Como na sua opinião o mercado está respondendo a esta nova modalidade financeira?

O mercado ainda está descobrindo as vantagens do blockchain e do universo das moedas digitais. A OneCoin, que compreende um novo sistema de criptomoedas, conta com um blockchain próprio para mineração de moedas virtuais, o que possibilita que o usuário tenha mais segurança nas transações com as moedas mineradas, sendo assim possível levá-las a mais pessoas e lugares.

5) As empresas brasileiras estão preparadas para absorção dessa modalidade? Isso não fica restrito a um grupo mais economicamente ativo?

As empresas ainda não estão preparadas, pois essa revolução está apenas começando, mas o potencial é enorme. É restrito ao conhecimento de como operar no mercado financeiro, como se fosse um processo de lançamento de ordens de compras e vendas de ações via broker. Justamente por saber que as pessoas precisam desse conhecimento que temos os cursos didáticos comercializados pela OneLife que podem ser baixados na OneAcademy. Vale ressaltar que a OneLife e a OneCoin são empresas distintas. A OneLife é uma rede global financeira que compreende a venda do curso OneAcademy. Por outro lado a OneCoin é uma empresa que desenvolve a criptomoeda.

Blockchain: o começo do fim do mistério!

Venho pesquisando e estudando o assunto blockchain já algum tempo.

Para mim está claro que o mais importante é pensar no potencial disruptivo que ele oferece, que se concentrar na tecnologia em si. Blockchain não é um produto que você simplesmente liga e ele começa a funcionar. Seu potencial está no que ele pode oferecer para que novos e inovadores produtos e serviços sejam construídos.

Hoje já exploramos o potencial dos apps e das inúmeras inovações possibilitadas por eles, sem nos preocuparmos com a complexidade do que é necessário para um app funcionar no seu smartphone. A mesma coisa vale para blockchain. Os meandros e desafios de navegar na sua tecnologia, ainda incipiente, é uma tarefa para os desenvolvedores, mas os CEOs e CIOs devem se concentrar nas possibilidades potenciais que o blockchain pode gerar.

Para perceber seu potencial, é preciso compreender seus conceitos, filosofia e princípios.

Blockchain nos fornece uma nova maneira de estabelecer confiança entre transações no mundo digital, uma vez que, com ele, é possível assegurar que alguma coisa é a cópia original de algo na Internet. Uma vez que a informação é gravada em um blockchain, para todos os efeitos, é impossível voltar e mudá-la retroativamente.

Ao registrar as transações como uma atividade automatizada confiável entre os pares em uma rede, blockchain tem potencial para simplificar e acelerar os processos de negócios, reduzindo ou eliminando intermediários como autoridades centralizadas.

É um novo pensar, que rompe com os paradigmas atuais que demandaram a criação e negócios como tabeliões, bancos e entidades certificadoras. Desafia muitos dos atuais modelos de negócio.

A convergência de tecnologias como blockchain e a criatividade podem nos levar a mudanças radicais nos nossos modelos de negócios e estruturas organizacionais.

Estamos ainda no início da curva de aprendizado de blockchain e temos muitos desafios pela frente, que vão desde tecnologias imaturas a falta de provas concretas que tais transformações possam realmente funcionar.

O impacto potencial do blockchain será profundo, afetando não apenas empresas, mas governos.

Blockchain, por permitir mais transparência nos contratos, novas formas de engajamento da sociedade com seus governos, pode contribuir para, entre outras coisas, diminuir significativamente a corrupção. Um estudo do World Economic Forum estima que o custo da corrupção global esteja na casa dos US$ 2,6 trilhões. Isso é mais que 5% do PIB global!

Portanto, blockchain nos abre um potencial novo cenário que não deve ser minimizado ou ignorado.

É verdade que blockchain ainda permanecerá meio misterioso, meio incompreensível ainda por uns 2 a 3 anos, mas vai achar seu espaço e provocar disrupções.

Por isso, sugiro olhá-lo mais que apenas uma tecnologia inovadora, mas como uma estratégia. E, não considera-lo, em absoluto, um projeto de TI, mas um projeto que vai afetar o futuro dos seus negócios. Deve ser um assunto a ser tratado pelos executivos C-level das organizações.

Por Cezar Taurion