IBM possui verdadeira manada de Blockchain

O presidente e CEO da IBM, Ginni Rometty, acredita que a tecnologia Blockchain é muito mais importante que a Inteligência Artificial (IA) e a Deep Learning.

Na NASSCOM India Leadership Forum (NILF) realizada no início deste mês, um evento anual em que empresas e líderes da indústria se reúnem para discutir o potencial de tecnologias transformadoras e disruptivas, Rometty afirmou que a tecnologia Blockchain vai transformar a indústria financeira como a Internet transformou o mundo da informação.

Rometty ainda enfatizou que a cognição é muito mais importante e maior do que a AI, como tecnologias cognitivas como o Blockchain permitindo que os indivíduos aumentem e avaliem os dados dentro de um ecossistema mais eficiente e prático.

Essencialmente, Rometty acredita que a IA permite que os indivíduos tomem melhores decisões e que a aprendizagem da máquina ajuda a decifrar padrões. No entanto, a Blockchain e a tecnologia IBM Blockchain oferece mais do que dá pra ver.

Rometty declarou:

“A cognição é muito mais do que IA. Se olharmos um cardiograma e vermos os vasos sanguíneos se movendo enquanto buscamos por algum bloqueio, eu preferiria o auxílio de uma IA. Mas se fossemos reunir todos os testes médicos eletrônicos que você já fez, imagens e todos os outros dados, isso sim se torna algo cognitivo pois estou analisando de fato os dados e lidando com uma “área cinza” do conhecimento, ou seja, estou realizando julgamentos e decisões.”

Modelo de negócios ambíguo

Baseado na conversa Rometty fornecida no NILF, fica mais difícil analisar a eficiência e a praticidade do projeto IBM Blockchain, especialmente se a visão de Rometty for considerada.

Ao longo de sua apresentação, Rometty continuou a estabelecer uma ênfase na utilização da tecnologia Blockchain para gerenciar milhões de registros e interromper indústrias centradas em dados, como a de cuidados de saúde. No entanto, a tecnologia Blockchain não é projetada e estruturada para facilitar tais sequências de dados.

De fato, tecnologicamente, a Blockchain é uma plataforma de processamento de dados ineficiente. É cara e desafiadora de manter, especificamente porque funciona em sofisticados sistemas criptográficos. Os mineiros têm de contribuir com o poder de computação para executar uma rede Blockchain descentralizada e imutável.

A tecnologia cognitiva Rometty descrita na NILF é definitivamente necessária e existem muitas indústrias de vários trilhões de dólares que precisam urgentemente de plataformas de processamento de dados, aplicativos e redes baseadas em nuvem.

No entanto, a tecnologia Blockchain não deve ser a tecnologia de base e o protocolo de base dessas redes de processamento de dados baseadas em nuvem. O maior consórcio Blockchain do mundo, R3CEV, já deixou a tecnologia de lado depois de admitir que a Blockchain não é necessária para o que eles estão tentando alcançar.

A natureza imutável e descentralizada da Blockchain do Bitcoin pode ser utilizada em benefício de muitos casos de uso e modelos de negócios. Um desses modelos é a verificação de identidades dentro de uma rede Blockchain imutável e transparente. No entanto, essas plataformas não podem ser implantadas na Blockchain do Bitcoin atualmente. É necessário haver soluções alternativas, como sidechains ou outros métodos para conectar a Blockchain do Bitcoin às redes off-chain.

Olhando para tentativas fracassadas da R3CEV e de outros consórcios, parece que a tecnologia de Blockchain não deve ser a tecnologia de base que a IBM deve focar e considerar a visão que a empresa tem de processar milhões de conjuntos de dados. A IBM deve tentar descobrir casos de uso mais realistas da tecnologia Blockchain se eles pretendem levá-la a um novo nível de sucesso comercial.

E… vamos e viemos, pra que carambas eles arrumaram 400 blockchains!? Tenho certeza que em algum lugar existe uma para manejar papéis higiênicos e uma outra uma para manejar a quantidade absurda de gás emitido pelas vacas que, supostamente, prejudica a camada de ozônio.

Blockchain, um pouco mais sobre esta tecnologia

Indiscutivelmente o Blockchain veio para ficar, diversos estudos mostram que o mundo está cada vez mais olhando e identificando oportunidades com esta tecnologia. O grande desafio é entender como podemos cada vez mais aproveitar e criar soluções desfrutando de todos os benefícios que o Blockchain pode oferecer, e diga-se de passagem não são poucos. Antes de criar soluções, precisamos entender como o Blockchain funciona, suas particularidades, aplicações potenciais, redução de custos, tendências, e porque também não mencionar as eventuais restrições e limitações de uso. O Objetivo deste artigo é falar um pouco sobre o Blockchain e tentar esclarecer algumas dúvidas sobre esta importante ferramenta, porém provavelmente restaram dúvidas, e neste caso o que não faltam são artigos, livros e matérias sobre Blockchain no mercado. Boa leitura!

O Blockchain surgiu no código fonte original do Bitcoin, e isto teria ocorrido em 2008, as primeiras informações teriam sido publicadas por Satoshi Nakamoto. O Bitcoin é uma criptomoeda, que foi desenvolvida no Blockchain, posteriormente também foi criada o Ethereum, uma coisa é importante destacar, que Blockchain não é Bitcoin, Bitcoin é um Blockchain, muitas vezes ambos são confundidos como se fossem uma coisa só.

Para entendermos melhor o Blockchain, vamos comparar como fazemos hoje as nossas transações, sejam elas financeiras (Bancos) ou não. Atualmente precisamos de intermediário para processar as nossas transações, por exemplo uma transferência bancária, precisamos pedir para o banco que possuímos conta corrente transferir um determinado valor para outra conta, seja no próprio banco ou não. Se quisermos comprar ou vender uma casa, precisamos ir em um cartório de imóveis para processarmos a transferência de titularidade. Imagina fazer tudo isto diretamente sem intermediários (Peer-to-Peer)? Deixando um pouco mais claro, o Blockchain é uma tecnologia que mantém um banco de dados distribuído (“digital ledger” ou livro razão), para gerar um registro de transações que todos conectados na rede (todos os nós da rede Blockchain) possuem acesso as informações, em outras palavras esta rede é na sua essência, uma cadeia de computadores. Na prática quando uma nova transação é realizada ou uma alteração/correção de transação existente é processada, grande parte dos nós da rede de Blockchain deve executar alguns ações de algoritmos e avaliar e verificar o histórico do bloco do Blockchain e, assim, chegar ao consenso de que o histórico e a assinatura são válidos. Neste caso após a validação é que a nova transação será aceita no registro, e um novo bloco será adicionado à cadeia de transações. Na validação, caso a maior parte dos nós não reconheça a adição ou modificação da entrada do registro, a presente entrada é negada e não é adicionada à cadeia. Isto faz com que o Blockchain trabalhe neste modelo de consenso distribuído, sem a necessidade de uma autoridade central para certificar quais transações são válidas e quais não são. Com isto começamos a entender que o processo praticado atualmente nos exemplos acima são centralizados, ou seja dependem de um órgão centralizador para processar as alterações.

A tecnologia do Blockchain pode ser aplicada para diversas finalidades que represente valor, além de moedas: registros de propriedades, patentes, direitos autorais, certidões diversas (nascimento, casamento e óbitos) e etc. Como o Blockchain é descentralizado, existe também a possibilidade de redução de fraudes, porque como toda transação é registrada e pode ser visualizada por qualquer nó da cadeia de Blockchain, consequentemente qualquer alteração na informação, deve ser aprovada de forma descentralizada. Como são utilizadas assinaturas e verificações digitais, isto também dificulta a fraude, e a integridade criptográfica de toda a transação pendente, como também o exame de múltiplos nós da arquitetura do Blockchain, protegem contra ameaças e utilizações mal intencionadas.

Como vimos neste artigo, o Blockchain quebra alguns paradigmas, principalmente na forma como as pessoas se relacionam.

 

Escrito por Marco Camerini
Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/blockchain-um-pouco-mais-sobre-esta-tecnologia-marco-camerini

Suécia começará teste em blockchain para registro de terra

Um esforço público-privado na Suécia para registrar títulos de terras em uma blockchain está para começar os testes públicos em março deste ano.

Liderado pelo National Land Survey  e pela startup de blockchain, ChromaWay, o projeto foi revelado em junho e tem o apoio da empresa de consultoria Kairos Future e Telia, provedor de serviços telefônicos. Agora, o projeto está avançando com a adição de dois bancos especializados em hipotecas, o Landshypotek e o SBAB.

O CEO da ChromaWay, Henrik Hjelte, disse que a versão sandbox procuraria testar a plataforma de uma perspectiva comercial, jurídica e de segurança, permitindo ao público testar a interface e o back-end.

“O sistema não será conectado a dados ao vivo ainda em março, mas vai demonstrar como seria se fosse preenchido com dados reais e integrados aos serviços dos diferentes participantes”, disse Hjelte.

Ele acrescentou que, nesse momento, espera-se que mais usuários de diferentes origens se juntem ao esforço, afirmando:

“Vamos convidar reguladores, agências governamentais e outros que atuam no espaço para rever a plataforma e tecnologia blockchain para fornecer feedback sobre o projeto de um ponto de vista jurídico, comercial e técnico.

O objetivo, disse ele, é então abrir o projeto em uma data posterior.

Quando lançado, o projeto poderia ser o primeiro exemplo de uma ideia que há muito conquistou a imaginação do público.

Desde 2015, vários governos, incluindo o de Honduras e da Geórgia, começaram a considerar tais sistemas, embora nenhum tenha visto testes em larga escala.

Mensagem de lançamento

Antes do lançamento, no entanto, Hjelte disse que há mais trabalho a ser feito.

É de notar que ele disse que há diferenças entre os sistemas do SBAB e do Landshypotek, que agora precisam ser traduzidos para um sistema comum de blockchain.

Para o teste, a blockchain será baseada na tecnologia da ChromaWay, conforme os participantes haviam dito anteriormente, irá fornecer transparência e privacidade para o registro compartilhado.

“Nós estamos trabalhando para melhorar esses pontos na aplicação da sandbox que será lançada em março”, continuou ele.

Hjelte concluiu:

“Agora estamos finalizando o contrato de transação de propriedade, cuja estrutura vai continuar melhorando à medida que recebermos mais feedback dos diferentes participantes

 

Fonte: http://www.btcsoul.com/2017/01/11/suecia-comecara-teste-em-blockchain-para-registro-de-terra/

Pouco a pouco os países do mundo se rendem a blockchain

Bancos centrais em todo o mundo estão explorando as possibilidades de criar suas próprias moedas digitais nacionais baseadas na tecnologia “blockchain” do Bitcoin. Este “movimento” da moeda digital foi visto pela primeira vez na Tunísia, mas fez o seu caminho para a Ucrânia, Senegal e Suécia.

Ucrania junta-se a outros bancos na blockchain

A Ucrânia acaba de se juntar a um número crescente de bancos centrais ao entrar no conceito de dinheiro eletrônico. Como parte do projeto da economia Cashless da nação, o Banco Nacional da Ucrânia (NBU) está a emitir uma versão digital baseada em blockchain do Hryvnia no próximo ano. No início, a moeda circulará junto com sua versão física.

O movimento não é surpreendente, a NBU declarou em setembro que estava “interessada em maior desenvolvimento de alta tecnologia para os mercados financeiros da Ucrânia, uma vez que iriam influenciar positivamente a implementação do Cashless Economy project”.

Riksbanken na Suécia, o banco central mais antigo do mundo, está considerando o mesmo movimento para o país que tem visto um declínio no uso de dinheiro, de acordo com o Financial Times. Ainda está em discussão se as moedas digitais devem complementar notas e moedas, ou substituí-las. Em breve o país poderá testemunhar a introdução de uma “ekrona” ( “e-moeda”), uma versão digital baseada em blockchain da Coroa Sueca.

O Banco da Inglaterra e o Banco do Canadá teriam discutido a emissão de suas próprias moedas digitais usando a tecnologia blockchain. A imensa redução de custos nas transações poderia, de acordo com um relatório do Banco da Inglaterra, impulsionar o PIB em cerca de 3%.

A TUNÍSIA FOI A PRIMEIRA A USAR A TECNOLOGIA DE BLOCKCHAIN EM SUA MOEDA NACIONAL

No final do ano passado, a Tunísia tinha mais de meio milhão de pessoas usando sua moeda digital, o eDinar. A agência de correios do país, La Poste Tunisienne, anunciou então que se associaria com Monetas e DigitUs para integrar a moeda digital do país com a tecnologia blockchain. Foi o primeiro a fazê-lo.

Seguindo os passos da Tunísia, o Senegal anunciou no início de novembro que também iria obter sua eCFA de moeda digital integrada com a tecnologia blockchain. A nova moeda deve circular junto com a moeda fiduciária CFA do país, como na Tunísia. Ao contrário do bitcoin, estas moedas são emitidas unicamente pelo banco central de um país.

E o Brasil gasta 1.35 bilhões de reais por ano em impressão de moedas, essa impressão além de cara ainda ajuda a poluir nosso planeta. O governo vive reclamando que o dinheiro não dá para nada, mas ele também não faz por onde economizar, além das falcatruas nós ainda temos que pagar ano a não a emissão de novas moedas que poderiam ser digitais, o mundo todo caminhando em direção a blockchain e nosso governo como só pensa em roubar, marcando passo.

 

Fonte: http://www.btcsoul.com/2016/11/27/pouco-a-pouco-os-paises-do-mundo-se-rendem-a-blockchain/

SecureKey do Canadá construirá rede de Identidade em Blockchain

O provedor de identidade e autenticação SecureKey, em uma coalizão canadense sem fins lucrativos, recebeu um financiamento a partir do centro de investigação no âmbito do departamento de segurança interna dos EUA e irá construir uma rede de identidade digital usando a tecnologia do Bitcoin.

Em um relatório da Reuters, a concessão de até US$ 800.000 a partir do Centro de Controle e Interoperabilidade de comando para Advanced Data Analytics (CCICADA) ajudará a SecureKey e o Conselho de  e Autenticação do Canadá (DIACC), em uma coalizão sem fins lucrativos, para construir uma rede digital.

Espera-se que este sistema digital permita que o público a tenha acesso a serviços on-line sem a necessidade de lembrar senhas ou até mesmo provar sua identidade, mas ainda mantendo a privacidade e segurança em toda parte.

Em uma entrevista, Andre Boysen, oficial de identidade e chefe da SecureKey disse:

O provedor de identidade e autenticação SecureKey, em uma coalizão canadense sem fins lucrativos, recebeu um financiamento a partir do centro de investigação no âmbito do departamento de segurança interna dos EUA e irá construir uma rede de identidade digital usando a tecnologia do Bitcoin.

Em um relatório da Reuters, a concessão de até US$ 800.000 a partir do Centro de Controle e Interoperabilidade de comando para Advanced Data Analytics (CCICADA) ajudará a SecureKey e o Conselho de  e Autenticação do Canadá (DIACC), em uma coalizão sem fins lucrativos, para construir uma rede digital.

Espera-se que este sistema digital permita que o público a tenha acesso a serviços on-line sem a necessidade de lembrar senhas ou até mesmo provar sua identidade, mas ainda mantendo a privacidade e segurança em toda parte.

Em uma entrevista, Andre Boysen, oficial de identidade e chefe da SecureKey disse:

“No mundo de hoje, cada organização age por conta própria. A identidade digital é maior do que toda uma organização… é preciso uma aldeia inteira para fazer a ideia de identidade digital funcionar”.

No mundo digital de hoje as pessoas precisam de algo em que possam confiar, e em que possam confiar para provar sua identidade, que as manterá livres de fraudes de identidade, tornando a vida dos hackers mais difícil. A SecureKey e o DIACC estão esperando alcançar este objetivo.

Os desenvolvedores da SecureKey criaram um processo chamado de “Triple Blind (Triplo Cego)” um sistema de privacidade que permite que as pessoas se conectem a serviços online através de um registro confiável. Este processo também garante que a quantidade de dados reais a serem transmitidos seja limitada para aumentar a segurança.

Por exemplo, enquanto uma pessoa se conecta a seu banco com seus dados bancários, o banco não será capaz de ver para onde os dados estão indo, enquanto o destinatário não verá qual o banco a ser usado ou qualquer informação de conta bancária.

Da mesma forma, a SecureKey também será “cega” para o que está acontecendo.

A FinTech no Canadá

Esta notícia só irá ajudar e dar ao setor FinTech do Canadá um novo impulso para continuar a sua tendência ascendente no mercado. Um relatório em janeiro descobriu que o financiamento do setor no Canadá chegou a seu ponto mais alto em vinte anos no ano passado.

Não só isso, mas o Banco do Canadá também parece estar por trás da indústria. Em junho passado, ele revelou que está trabalhando com empresas de tecnologia financeira que possam assegurar uma evolução suave para o sistema financeiro de amanhã.

O crescimento da indústria FinTech no Canadá também é um bom pressagio para o Bitcoin.

Com o setor de tecnologia financeira do Canadá e sua indústria Bitcoin experimentando uma tendência ascendente, parece que o Departamento de Segurança Interna dos EUA estão aproveitando para obter junto a SecureKey e o DIACC a construção uma rede digital que pode ser benéfica para todos os interessados.

Fonte: http://www.btcsoul.com/2017/02/18/securekey-canada-construira-rede-identidade-blockchain/

Bitcoin e a indústria de energia solar florescem juntos

Devido ao seu crescimento sem precedentes, a importância econômica da indústria de energia solar está superando a da indústria de energia de combustível. O crescimento exponencial da indústria solar impulsionou os empregos solares em 25% desde 2015, informou a Fundação Solar. Ao mesmo tempo, o Bitcoin e a Internet das Coisas (IoT) estão se tornando um elemento ainda mais integral da indústria de energia solar.

Crescimento maciço da energia solar

A queda dos custos de instalação está entre os principais fatores que impulsionam o boom da energia solar. Um indicador-chave deste crescimento extraordinário é o número de empregos que a indústria solar vem criando.

De acordo com a Solar Foundation, “O Solar Jobs Census 2016 descobriu que o emprego relacionado à energia solar aumentou em mais de 51.000 trabalhadores, um crescimento de 25% com relação a 2015. Globalmente, o Solar Jobs Censo descobriu que haviam 260.077 trabalhadores em energia solar em 2016.”

O relatório estima que a indústria continuará a sustentar seu crescimento, prevendo que o emprego relacionado a energia solar aumentará em 10%, chegando a incríveis 286.335 trabalhadores nos próximos 12 meses. Agora, nos EUA, a indústria de energia solar criou um de cada cinquenta novos empregos. Como resultado, o número de empregos da indústria de energia solar é duas vezes maior do que o número de empregos da indústria de energia a carvão.

Outro indicador-chave é o número de instalações fotovoltaicas, que estão quebrando recordes históricos nos EUA, particularmente durante o terceiro trimestre de 2016.

O crescimento da indústria de energia solar é realmente dramático. A Associação de Indústrias de Energia Solar (SEIA) relata que “4,143 megawatts (MW) de PV solar foram instalados nos EUA no terceiro trimestre do ano, uma taxa de um MW a cada 32 minutos. Esse ritmo é ainda mais rápido hoje, já que o quarto trimestre superará o total histórico do último trimestre”.

Bitcoin, parceira da Indústria de Energia Solar

O Bitcoin e a indústria de energia solar estão cada vez mais interligados. Por exemplo, comprar painéis solares com Bitcoins está se tornando mais fácil. Diversos negócios, tais como gogreensolar.com, AM Solar, e Spendabit, oferecem jogos completos de painel solar e aceitam Bitcoin como pagamento.

Além disso, muitos especialistas acreditam que a tecnologia de blockchain do Bitcoin pode ajudar a resolver problemas fundamentais relacionados com a indústria de energia, em particular a distribuição e comercialização.

Laurent Schmitt, Líder de Estratégia de Redes Inteligentes para as Soluções de Grid da GE, diz: “O problema da energia renovável ‘demais’ em uma grade energética pode ser resolvido com a blockchain, uma tecnologia associada com mais frequência ao Bitcoin. A Blockchain fornecerá uma maneira transparente para que as famílias e as empresas troquem ativos renováveis entre si”.

A este respeito, uma startup australiana, Power Ledger, anunciou em 1º de dezembro de 2016, o lançamento do primeiro mercado de comércio de eletricidade residencial “gerenciados em blockchain” da Austrália. Este mercado facilita a venda de energia renovável excedente produzida em empreendimentos residenciais e comerciais ligados a redes de distribuição de eletricidade existentes ou dentro de microgrades.

“A Power Ledger coloca o poder de gerenciar a economia de energia nas mãos dos consumidores, mantendo o valor das redes de distribuição existentes”, afirma o site da Power Ledger.

IoT e Bitcoin reforçam sistemas de energia

Graças ao poder combinado da Internet das Coisas, com a tecnologia Bitcoin e do armazenamento de energia da comunidade, conceitos inovadores de microgrades elétricas estão se tornando uma realidade.

“O armazenamento comunitário, a geração distribuída, as frotas de veículos elétricos e o gerenciamento coordenado de carga podem ser ativados por IoT, aprendizado de máquinas e blockchains. Estamos explorando como isso vai tornar o sistema de energia mais eficiente e limpo “, afirma o site da IDEO Colab.

Especificamente, a cadeia transacional baseada em blockchain, a Transactive Grid fornece medição em tempo real da produção local de energia, seu uso e outros dados relevantes, permitindo aos usuários negociar energia abertamente nessa plataforma. Este projeto, que começou no Brooklyn, um bairro de Nova York, atraiu agora o interesse da gigante tecnológica Siemens.

De acordo com um comunicado de imprensa da LO3 Energy e da Siemens: “A micrograde elétrica planejada para o Brooklyn, que começou como um projeto piloto da LO3 Energy, está agora sendo desenvolvida com a ajuda da Siemens Digital Grid nos EUA. Pela primeira vez, uma solução de controle de micrograde da Siemens está sendo combinado com a plataforma de negociação peer-to-peer da LO3 Energy, conhecida como Transactive Grid”.

A tecnologia de blockchain do Bitcoin, a IoT e outras tecnologias da Quarta Revolução Industrial continuarão alimentando o crescimento da indústria de energia solar com um ímpeto crescente, facilitando a criação de soluções surpreendentes para gerar, distribuir e comercializar fontes solares e outras fontes de energia renováveis.

 

Fonte: http://www.btcsoul.com/2017/02/15/bitcoin-e-a-industria-de-energia-solar-florescem-juntos/

A Tecnologia Blockchain e os Registros Digitais

Criada a partir da moeda digital Bitcoin em 2009, a tecnologia blockchain apresenta um imenso potencial para negócios que trabalham com as mais variadas formas de digitalização de informações. Ela é a responsável por garantir que uma mesma transação de bitcoins nunca ocorra mais de uma vez, assegurando que não haja, na prática, um problema que impediu o sucesso de múltiplas tentativas prévias para se digitalizar o dinheiro: a possibilidade de gastar um mesmo dinheiro duas vezes. Dito de forma simples, parte importante do processo que contempla a confirmação de uma transação de bitcoins envolve a atribuição de uma timestamp a ela. Isso é, tem-se a definição de um “carimbo” que define o exato momento em que ocorreu, com o intuito de que posteriormente não existam brechas para fraudes.

  Quer saber mais sobre Bitcoin? Leia aqui !

Em seguida, a transação em questão é compartilhada com os demais computadores que armazenam a base de dados distribuída e sincronizada ao longo de todos eles, cuja finalidade é contabilizar de forma permanente quantos bitcoins cada usuário tem sob sua posse. Não apenas à tecnologia que mantém as múltiplas cópias dela em consenso, dado se tratar de uma arquitetura descentralizada, mas também à própria soma dessas informações encadeadas em único arquivo atualizado se atribuiu o nome blockchain. É por conta desses fatores que, somados ao dispêndio de esforço computacional necessário para adicionar uma atualização a essa base informacional, qualquer transação de bitcoins é, em condições normais, irreversível.

Assim, embora já existam há décadas muitas formas de dinheiro digital (como os “números” que vemos em nossas contas bancárias), o Bitcoin foi a primeira forma digital a replicar o funcionamento do dinheiro em espécie (“cash”). Uma vez que se dá papel-moeda a um indivíduo ou empresa, diferente de um pagamento realizado com cartão de crédito, por exemplo, não há um procedimento padrão que permita reverter unilateralmente a transferência. É importante frisar que a partir de uma transação, além dos dados essenciais (como “de onde sai” e “para onde vai” o dinheiro) que a compõem a transferência de bitcoins, um usuário pode submeter à rede um total de até 80 bytes de informações adicionais que irão compor aquela mensagem. É justamente esse campo “em branco” que, ao poder ser preenchido livremente, permite uma gama de interessantes e variados usos para os negócios.

Uma vez que a qualquer documento digitalizado pode ser atribuído um identificador único menor do que 80 bytes, gerado a partir de uma função criptográfica de hash, é possível registrá-lo em uma blockchain. De forma análoga ao que ocorre com os demais dados que representam uma transação de bitcoins, por exemplo, uma vez publicado na blockchain o identificador digital único passa, então, a ter como características uma prova de existência imutável para fins práticos. Junto a isso, haverá um carimbo de tempo irrevogável dando conta de que naquele momento (dia e hora específicos) o documento correspondente à assinatura digital registrada existia.

Atenta a isso, a startup brasileira A Star desenvolveu duas soluções baseadas em blockchain que contemplam importantes funcionalidades adicionais que podem ser adicionadas, a partir de nossas plataformas, à gestão corporativa de documentos digitalizados e ao uso de certificados educacionais. Esta última, inclusive, já foi case internacional de sucesso. Vale lembrar que se trata de duas das muitas áreas em que o simples armazenamento da versão digitalizada de um documento por parte de um indivíduo ou empresa, sem revelar informações privadas a respeito dele, bastará para comprovar sua existência e autenticidade nos mais variados contextos; uma vez que seu identificador digital (hash) tenha sido publicado numa blockchain aberta como a do Bitcoin. Em artigos a serem publicados nas próximas semanas, serão aprofundados os casos de uso dessa tecnologia para a gestão de informações nos mais variados campos como controladoria, auditoria, seguros, controle de cadastros, saúde, educação, cadeia de suprimentos, dentre outros…

…enquanto isso, saiba mais sobre o potencial de tecnologias disruptivas como a blockchain no Blog da A Star.

 

Escrito por Gabriel Aleixo

Celcoin começa a aceitar bitcoins para pagamentos, recargas e saques

O aplicativo Celcoin, que oferece serviços financeiros sem precisar de conta em banco, começou a aceitar a partir deste mês depósitos feitos com bitcoins. Com isso, os usuários da moeda virtual já podem pagar suas contas do dia a dia, fazer recargas, transferências e até saques em dinheiro em 2.000 lojas.

“Ficamos surpresos com a quantidade de usuários que sugeriu esta demanda e resolvemos atendê-los.”, afirma Marcelo França, CEO e fundador do Celcoin.

De acordo com França, na prática, o cliente pode trocar os bitcoins por crédito em dinheiro na plataforma e fazer todas as operações disponíveis no aplicativo, como recarga de celular, pagamento de contas, saques em dinheiro, e transferências para outros usuários da plataforma ou para contas em bancos.

Para carregar saldo com bitcoin, basta que o usuário digite o valor em reais que deseja depositar. Em seguida, o app exibirá uma carteira bitcoin onde o depósito deve ser feito. A operação pode ser feita diretamente pelo celular e a compensação ocorre em alguns minutos. Logo após a confirmação, o saldo é liberado e já pode ser usado no app.

O projeto foi desenvolvido em parceira com a Bit.One, empresa do programa InovaBRA do Bradesco, especializada em gateway de pagamentos em bitcoin.

Atualmente, o aplicativo Celcoin registra mais de 90 mil cadastrados e está presente em quase todo o território nacional, com mais de 2 mil lojas parceiras. “Além de atender a uma das principais demandas dos usuários, ainda temos a oportunidade ter contato direto com a tecnologia de blockchain, que na nossa visão é bastante promissora”, finaliza o executivo.

Sobre o Celcoin
Fundado em 2016, o Celcoin torna o seu dia a dia mais fácil sem banco. Com ele, você pode fazer recargas com descontos, pagar contas de água, luz, gás e boletos sem fila, comprar milhões de apps, músicas, filmes e jogos online, além de transferir dinheiro pelo celular ou para contas bancárias. Todos os comprovantes são salvos automaticamente no seu aplicativo. Além disso, o Celcoin é o único app brasileiro que permite que você faça pagamentos de contas, recargas e saques usando a moeda virtual bitcoin.

 

Escrito por NR-7 Comunicação

Um meio de reinvenção

Vivemos um período único, com mudanças acontecendo em uma velocidade, amplitude e impacto nunca antes vivenciada na história.A velocidade dos avanços atuais não tem precedentes e está interferindo quase todas as indústrias de todos os países. Este fenômeno, denominado de quarta revolução industrial foi a estrela do debate no último Fórum Mundial de Davos, em janeiro passado. O chairman do Fórum, Klaus Schwab, afirmou “Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes”. Não há dúvidas de que a disrupção de negócios considerados robustos e o impacto econômico resultante serão dolorosos, bastante confusos e perturbadores no curto prazo.

Essa disrupção vai afetar todos os setores e nesse meio, indiscutivelmente, estarão os bancos. O mercado bancário brasileiro, foi criador de várias inovações, como o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e do cartão com chip. Mas, com o ritmo das inovações tecnológicas surgindo em velocidades e amplitudes cada vez maiores, estão começando a dar sinais que não as conseguem acompanhar. Um exemplo é blockchain. Os bancos estão diante de um grande desafio, pois blockchain não é apenas uma tecnologia que complementa as operações dos bancos, como a mobilidade, mas, tem potencial de afetar o seu tradicional modelo de negócios estabelecido e consolidado por décadas. Pelo que estudo e observo aqui e lá fora, eles ainda estão na posição de “abrir um pouquinho a porta”, mas sem maiores engajamentos com blockchain. É compreensível, por várias razões, desde indefinições regulatórias, insegurança quanto a viabilidade da tecnologia (ainda em estágio relativamente primitiva) e, claro, dificuldade de fazer auto-disrupções.  Uma frase de Clayton Christensen, autor de The “Innovator´sDilemma” é emblemática:” The worstplacetodevelop a new business model is fromwithinyourexisting business model”.

A questão é que já começamos a ver sinais de startups de blockchain tentando “chutar o pau da barraca”. Muito do que vemos de inovação de blockchain em serviços financeiros, e isso em uma visão global, tem vindo de startups. Embora os bancos já tenham começado a olhar de perto as startups, e mesmo criando aceleradoras, vemos que muitos bancos embora estejam em um estágio avançado no planejamento de sua estratégia de digital banking, ainda tem muito que fazer quando se trata realmente da sua implementação. Às vezes me parece que olham as startups como olham animais em zoológicos, com muita curiosidade, mas que não sabem se querem ou se podem domesticá-los e leva-los para dentro de casa. Na realidade, grandes corporações, como os bancos, tem muita dificuldade de fazer disrupções, principalmente quando elas vem de fora e em ritmo que ultrapassam a sua capacidade de absorvê-las.

A reação inicial dos bancos, no mundo todo, foi de começar a estudar o potencial de blockchain, gerar uma lista de eventuais casos de uso e começar experimentações tímidas. Entretanto, o ritmo vem se acelerando, e curiosamente, o impulso não tem vindo das startups do Silicon Valley, mas de Wall Street, sustentáculo do sistema financeiro. Esse artigo publicado pela Fortune, “What Wall Street’sObsessionWith Blockchain Means for the Future of Banking” mostra claramente esse cenário. Blockchain tem potencial de reduzir significativamente os custos do sistema financeiro, e pela teoria econômica clássica, um competidor de baixo custo ganha enquanto os concorrentes forem de custo mais elevado. Portanto, é instigante a questão que o artigo coloca no seu parágrafo final, “e o que acontecerá, no futuro, quando todos os bancos estiverem usando blockchain?”. Bem a resposta, pelo artigo é perturbadora para os executivos dos bancos: “Wheneveryone is usingblockchain, theresultantsavingwill stop flowing in as corporateprofit. Market competitionwill force allbankstopassonthe hard-wonsavingbacktoconsumers. Banking fees are set toplunge”!

Portanto, os bancos no mundo todo começarama acelerar suasiniciativas de blockchain, pois quanto mais cedo obtiverem experiência,melhorarem seus custos e criarem novos e inovadores produtos, mais se distanciarão da competição.E a competição aos bancos e as empresas do sistema financeiro, tem vindo de fora do setor, com as startups FinTechs. Elasobtiveram, até fins de 2015, mais de 19 bilhões de dólares em investimentos. Curioso que as FinTechs não começaram por atacar diretamente os bancos, mas seus pontos de entrada foramterritórios adjacentes, pouco explorados e até mesmo negligenciados. Mas, pouco a pouco começaram a avançar em território dominado pelas empresas tradicionais do setor financeiro. Algumas já começando a incomodar o sistema tradicional, como aqui no Brasil, com o exemplo do Nubank, que se popularizou rapidamente por criar um novo relacionamento com os clientes de cartão de crédito através de plataforma inteiramente digital, dispensando presença física e papéis. Rapidamente se tornou uma referência para os concorrentes.

Blockchain também tem potencial de provocar disrupções e em sua última previsão de futuro, o Gartner afirmou que em 2022, haverá uma empresa de serviços Blockchain que deverá faturar US$ 10 bilhões.Uma das plataformas de blockchain, Ethereum, já tem um valor de mercado de 1 bilhão de dólares e isso em menos de um ano de vida. Provavelmente veremos também o mesmo processo acontecendo, com as startups de blockchain começando a beliscar pela periferia, sem ameaçar diretamente o “core business” dos bancos. Muitas desaparecerão, outras serão adquiridas e incorporadas aos bancos e outras, talvez sejam ameaças, principalmente as que vierem com disrupções através de soluções inovadoras, que os bancos terão grande dificuldade de replicarem rapidamente. Mesmo o desafio da regulação não será barreira para inovação. Uma frase de Simon Taylor, head do grupo de inovação em blockchain do Barclays, disse “I do notdisagreethebest use cases willbeoutsideregulated financial services. Muchlikethebestusersof cloud and big data are nottheincumbent blue chip organizations. Still theircuriosity is valuable for fundinganddrivingforwardtheentirespace”.

Bancos que não se reinventarem não vão acabar, mas correrão o risco de serem apenas o backend das operações financeiras, sem relevância em termos de marca para os clientes. Sem serem o centro de atenção da “carteira” do cliente, perdem importância e dificilmente conseguirão gerar ações de cross-selling ou up-selling.

Sim, insisto, blockchain não vai extinguir com os bancos, mas os forçará a se reinventarem.As estruturas corporativas centralizadas terão que ser repensadas, principalmente em tempos de rápidas transformações. O ambiente de negócios será continuamente volátil, incerto, ambíguo e complexo. Não teremos mais ondas de mudanças, seguidas de períodos de estabilidade. A única certeza que temos é que a mudança será contínua. Vale a pena ler o artigo “Howthe Blockchain CouldChange Corporate Structure”.

Portanto, blockchain não deve ser visto apenas como um meio de reduzirem seus custos operacionais, mas de possibilitar a reinvenção do próprio banco. Em 1994, Bill Gates, fundador da Microsoft, disse “Banking is essential, Banks are not“. Em 2015, voltou ao assunto e recomendo uma leitura no artigo “3 ReasonsWhy Banks NeedtoRead The Gates Letter 2015”.

Nos próximos anos veremos ações decisivas de uso de blockchain no setor financeiro, mas blockchain só será vantagem competitiva para os bancos atuais, se for visto dessa forma, não como mero band-aid de redução de custos operacionais. Bancos não querem mudar bancos. Startups querem mudar bancos. E blockchain podem provocar essa mudança. Essa é uma decisão estratégica para os bancos. Para ajudar nessa decisão, recomendo ver a apresentação “Blockchain 2015: StrategicAnalysis in Financial Services”de William Mougayar, investidor e autor do livro “The Business Blockchain: Promise, Practice, andApplicationofthe Next Internet Technology.

 

Escrito por Cezar Taurion

Now and Them

“Every now and then, a truly stellar new technology emerges, and it always take us to places we never imagined, ”disseo evangelista em blockchain,  Mike Schwartz, em sua palestra no TED. “Like the combustion engine, the telephone, and the Internet before it, blockchain promises to transform how human society functions. We’re not there yet, but if all goes as planned, blockchain may just underpin the first real revolution of the Information Age”.

Blockchain ainda é novidade, temos muitas incertezas e dúvidas, masnão as devemos usar como desculpas para ficar inertes. O potencial de disrupção é enorme, e afetará modelos de negócios e organização das empresas. O assunto me parece tão relevante que gostaria de compartilhar minhas visões, e seria ótimo, se todos os interessados pelo assunto também o fizessem. Assim, aos poucos criaremos massa crítica de conhecimento para entendermos e explorarmos seu potencial.

Escrevi cinco artigos aqui na cio.com, começando logo após o CIAB desse ano, onde o tema foi bastante debatido. Lá ouvi muita gente falando da tecnologia. Até altos executivos de bancos abordaram o assunto em suas apresentações. Mas a maioria das pessoas com quem conversei ainda associa Blockchain a moedas virtuais, como Bitcoin, e portanto, ligado diretamente aos bancos. Na verdade, o potencial de uso de Blockchain vai muito além das moedas virtuais ou cryptocurrencies. Em teoria, poderá transformar os bancos e muitos outros negócios, governos e nossa sociedade. O artigo mencionado está aqui.

Não foi surpresa que o texto gerou bastante curiosidade e provocou muitas trocas de e-mails, telefonemas e algumas reuniões executivas com empresas preocupadas com a relevância estratégica do tema. Ficou bem nítido, pelo teor das conversas que ainda estamos dando os primeiros passos em entender esse conceito, mas seu potencial de disrupção é enorme. Publiquei então o segundo, mostrando que o setor financeiro já está ciente de sua relevância. Sabe que com blockchain existe o potencial de criação de um cenário competitivo muito diferente do atual. Mas, olhando com mais atenção, blockchain vai muito além do setor financeiro.

Das diversas reuniões com executivos ficou claro que ainda existe muita desinformação e receio. Nada a estranhar. Se fizermos uma analogia com a Internet veremos que a web começou em 1991, a primeira transação comercial pela web aconteceu em 1994 e em 1999, embora a maioria das empresas listadas na Fortune 500 já possuísse um web site, eles eram basicamente brochuras digitais. O mesmo fenômeno de ceticismo e relutância que víamos em 1998/1999 sobre o potencial da web transformar o comércio e as transações financeiras, se repete quando debatemos Blockchain com os executivos. O terceiro texto abordava o fato, que, de maneira geral, novas tecnologias e conceitos, como blockchain, causam mais rupturas no longo prazo do que parece à primeira vista. E isso torna mais difícil a tarefa de descobrir se o que está acontecendo é hype, tendência ou um tsunami que está chegando. Por outro lado, nada fazer é um risco imenso. Blockchain não deve ser subestimado.

E no quarto, exploramos o uso potencial do blockchain além dos bancos, analisando seu potencial de ruptura e potencial ameaça aempresas e setores que mantém modelos de negócios tradicionais baseados em garantia de confiança, como tabeliões e autoridades públicas de registro de automóveis, casamentos, propriedades, patentes, passaportes, registros médicos, entre outros. E no quinto, e último da série, uma chamada a ação, com a criação de um “blockchain lab”. Esperar muito pela maturidade da tecnologia pode significar perder oportunidades de negócio e até mesmo colocar o seu atual modelo em risco. O objetivo do “blockchain lab” é evangelizar e criar provas-de-conceito. Portanto, me apoiando em Geraldo Vandré, vamos embora, vamos em frente, que esperar não é saber, afinal quem sabe faz a hora, não espera acontecer!

Escrito por Cezar Taurion