Gestão das Pessoas e dos Processos de Trabalho: uma abordagem no contexto da reforma trabalhista e da terceirização dos processos de negócio.

Recentemente discutimos a questão do foco da gestão das pessoas nas organizações: controlar pessoas ou resultados? Abordamos o tema a partir do forum sobre a reforma trabalhista do qual participamos, no qual as questões sobre o controle dos resultados e os incentivos à produtividade no trabalho foram amplamente debatidas.

A proposta de reforma trabalhista objeto do PL 6787/2016 dá ênfase a aspectos cruciais para a gestão dos processos de trabalho das empresas, tais como o trabalho remoto e a remuneração por produtividade.

O trabalho remoto e em horário flexível é uma prática cada vez mais adotada, resultando em aumento da produtividade e redução de custos operacionais para as empresas, e maior conveniência e satisfação para os empregados.

Cabe salientar que o conceito de trabalho remoto, muitas vezes chamado de  home office, não significa necessáriamente “trabalho em casa”, mas sim “trabalho em espaço alternativo ao escritório da empresa”: cafés, hotéis, aeroportos, táxis, parques…ou em casa.

Especialmente nos processos intensivos em tecnologia da informação, usando a internet como veículo de comunicação e envolvendo interação direta com o cliente (ou com o cidadão, na área de governo), os espaços alternativos de trabalho cada vez mais tornam-se um imperativo para o seu desempenho.

Em complementação, existe em tramitação no Senado Federal projeto de lei, já aprovado na Câmara dos Deputados, que permitirá a terceirização irrestrita das atividades dos negócios.

Isto significa que a empresa ficará autorizada a contratar os serviços de terceiros para desempenhar tarefas para qualquer setor do negócio, sejam das  atividades meio ou fim, ampliando o escopo de contratação hoje limitada pelo  Enunciado 331 do Tribunal Superior do Trabalho.

Ainda neste momento cabe salientar que a ampliação do escopo da terceirização de serviços, alcançando as atividades das áreas finalísticas, tem estreita conexão com a utilização cada vez mais intensa de recursos tecnológicos especializados nos processos de negócio empresariais.

Os processos de negócio intensivos em informação e conhecimento fazem uso de serviços cada vez mais especializados, incorporando métodos e tecnologias como workflow para o gereciamento dinâmico de processos, inteligência artificial para gerenciamento de documentos e informações, e blockchain para otimização de processos, entre outros.

As cadeias produtivas envolvendo fortemente tecnologias especializadas constituem uma dimensão cada vez maior dos processos de negócios nas empresas, nos quais a terceirização de serviços complementares ligados à economia digital é fundamental.

Além de possibilitar o acesso de um número maior de empresas à inovação de seus processos, a permissão da terceirização de serviços especializados também estimulará o surgimento de novas oportunidades de negócio e de empreendedorismo nas cadeias produtivas do setor de tecnologia da informação.

A prevalência de inovações nos processos de negócios como o trabalho remoto, a terceirização de atividades e o incentivo à remuneração por produtividade pressupõem, para sua efetividade, a implementação de modelos de gestão sustentados em controles objetivos relacionados ao desempenho dos processos e das pessoas, tanto no âmbito interno como no contexto externo à empresa.

No plano interno, eles devem possibilitar o estabelecimento de critérios para apurar o alcance dos resultados esperados e para estabelecer programas de incentivo e de remuneração às pessoas, baseados na avaliação de desempenho de cada indivíduo e dos grupos de trabalho.

Ainda nesta dimensão deve ser definido como avaliar parcerias estratégicas com fornecedores de produtos e serviços complementares à cadeia produtiva interna, envolvendo os processos terceirizados.

No âmbito externo os controles devem incorporar meios para mensuração objetiva do valor de cada segmento de clientes para o negócio, do valor atribuido pelo cliente ao negócio, e da efetividade do que fornecemos para os mesmos.

Na próxima publicação vamos abordar a concepção e implementação de modelos de gestão focados na agregação de valor aos negócios.

Escrito por: Newton Meyer Fleury
Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/gest%C3%A3o-das-pessoas-e-dos-processos-de-trabalho-uma-da-meyer-fleury

PwC Suporta Qtum, um híbrido de Bitcoin e Ethereum

O Projeto Qtum, uma iniciativa blockchain sediada em Cingapura, que combina aspectos do Bitcoin e do Ethereum para construir aplicações descentralizadas executáveis em dispositivos móveis, obteve o apoio e orientação da PwC.

A PwC, uma rede de empresas presente em 157 países, tem apoiado vários projetos de blockchain, e agora esta apoiando os esforços do Projeto Qtum para promover a tecnologia blockchain entre os setores de negócios globais. A PwC, fornece serviços de consultoria, garantia e fiscais, e irá fornecer feedback sobre um white paper proposto em uma estrutura de governança.

Consenso em prova de participação

O projeto executa contratos inteligentes com um mecanismo de consenso de participação (PoS ou proof-of-stake). Ele constrói aplicações descentralizadas executáveis em dispositivos móveis e é compatível com os principais ecossistemas de blockchain existentes, de acordo com o site do projeto.

A blockchain Qtum combina uma infraestrutura modificada do Bitcoin Core com uma versão da Virtual Machine Ethereum para mesclar a confiabilidade da blockchain Bitcoin com as possibilidades oferecidas pelos contratos inteligentes.

A natureza híbrida do Qtum, combinada com o protocolo de consenso proof-of-stake, permite que as aplicações sejam compatíveis com os principais ecossistemas de blockchain e ofereçam suporte nativo para aparelhos de Internet das Coisas (IoT ou Internet of Things) e dispositivos móveis.

PwC vê potencial

“A PwC vê um enorme potencial na blockchain para revolucionar as práticas de negócios como nós os conhecemos, e que a empresa tem feito grandes esforços no desenvolvimento de capacidades estratégicas e técnicas para adaptar os produtos e serviços existentes para a nova tecnologia”, disse CY Cheung, um parceiro FinTech e de cibersegurança da PwC China. Ele disse que trabalhar com a Fundação Qtum será bom, uma vez que o arquiteto da Blockchain Qtum alinhou seus objetivos aos da PwC

Detalhes da blockchain, seu white paper e sua estrutura de governança.

A estrutura de gestão é projetada para permitir que o projeto se torne um projeto blockchain de código aberto capaz de satisfazer as necessidades de gestão da cadeia de suprimentos, meios de comunicação social, a Internet das Coisas, jogos e outras indústrias.

Meta: Plataforma Contrato inteligente

Patrick Dai, co-fundador do Qtum Project, disse que a Qtum pretende tornar-se uma plataforma de contratos inteligente para negócios. O projeto tornar-se-á viável para as indústrias e desenvolverá aplicações práticas na Qtum.

O projeto prevê um futuro consistente em práticas de negócios automatizados e comunicação perfeita máquina-a-máquina.

“Ter o apoio da PwC, que tem ampla experiência em todos os setores e uma rede global, para a Qtum vai nos ajudar a cumprir nossa missão”, disse Dai.

 

Fonte: http://www.btcsoul.com/2017/03/10/pwc-suporta-qtum-hibrido-bitcoin-ethereum/

Iniciativa Oxygen introduz Blockchain Para E-Mobility

A Iniciativa Oxygen, um fornecedor de infraestrutura para veículos elétricos, fez uma parceria com a empresa de energia alemã, Innogy SE, visando a introdução de carteiras eletrônicas baseadas em uma blockchain para os condutores de veículos elétricos (EV ou Eletric Vehicles). A iniciativa poderia permitir que os motoristas de EV ajudassem os utilitários a gerenciar a rede de energia de forma integrada atravez de um E-Mobility.

Uma carteira eletrônica, Share & Charge, permite que as pessoas compartilhem estações de carregamento com motoristas que pagam pelo uso. Outros casos de uso para serviços de mobilidade serão testados.

Benefícios do E-Mobility

Stephen G. Davis, fundador e CEO, disse que tecnologias como o E-Mobility poderiam promover a adoção de veículos autônomos de tecnologia limpa (EVA) e veículos elétricos (EVs), o que poderia reduzir o congestionamento e a poluição e fornecerem trajetos mais curtos e menores custos operacionais.

“Estamos animados para fazer a nossa parte pela introdução de tecnologia blockchain no espaço de mobilidade para os Estados Unidos, começando com acesso e pagamento de soluções para estações de carregamento elétrico”, disse ele.

A tecnologia Blockchain oferece pagamentos sem intermediários para estações de carregamento. Esse sistema de pagamento suporta soluções de E-Mobility, conhecidos como autônomos, conectados, elétricos e compartilhadas (ACES) e frotas de veículos autônomos, elétricos e compartilhados (FAVES).

Carros Autossustentáveis

Os carros podem pagar por si mesmos e lidar com transações simples automaticamente. Um veículo autónomo pode conseguir entrar em modo táxi, enquanto o proprietário está no trabalho e voltar quando ele está pronto para ir para casa. O carro poderia coletar tarifas de pilotos e pagar para carregar em si para a comutação de base.

A tecnologia baseada em Blockchain pode permitir que os motoristas de EV empreguem opções de pagamento fáceis de usar, tais como a liquidação em tempo real de portagens, de itinerário peer-to-peer e estações de compartilhamento de carga.

Além de conveniência, a tecnologia poderia permitir que os motoristas de EV ajudassem os utilitários a gerenciar a rede de energia, permitindo que estes veículos pagassem por seu próprio combustível. Utilitários elétricos poderiam compensar os motoristas por adiar sessões de carregamento, e assim, aliviar as redes de energia de carga durante o pico de demanda.

“Em vez de pagar com dinheiro ou cartões de crédito, um veículo poderia vender de volta o excesso de energia durante eventos de preços de pico, pagando, assim, para o funcionamento do mesmo”, disse Davis.

Estações de carregamento interoperáveis

A Iniciativa Oxygen também vai ajudar a resolver o problema de interoperabilidade causada por diferentes tipos de estações de carregamento e sistemas de pagamento para acelerar a adoção do modelo.

Thomas Birr, vice-presidente sênior de transformação, inovação e negócios na Innogy SE, disse que a mobilidade pessoal vai ser autônoma, conectada, elétrica e compartilhada. “A Tecnologia Blockchain vai facilitar as transações eficientes entre todos os intervenientes no setor da mobilidade”.

 

Fonte: http://www.btcsoul.com/2017/03/10/iniciativa-oxygen-introduz-blockchain-para-e-mobility/

Segunda Academia Blockchain Lançada em Kerala, Índia

Kerala torna-se o segundo estado indiano a obter sua própria academia de blockchain em um esquema conjunto entre o Instituto Indiano de Tecnologia da Informação e Administração de Kerala (IIITM-K) e a plataforma de aprendizagem internacional e desenvolvimento de negócios Rede de Educação Blockchain (BEN).

A iniciativa foi anunciada uma oficina Blockchain realizada recentemente pelo IIITM-K em Thiruvananthapuram, capital de Kerala, com o diretor Dr. Rajasree MS confiante em seu potencial.

“As atividades bancárias, os cuidados de saúde e a governança são as três principais avenidas em que as Blockchains encontrarão aplicações”, disse ele citado pelo Indian Express Sunday.

O professor S Rajeev, consultor da Maker Village, uma incubadora subsidiária dirigida pelo IIITM-K, acrescentou que a tecnologia “Blockchain, alavanca a ideia de um livro distribuído e descentralizado, abrindo novas vias tanto no setor de software quanto no de hardware”.

O foco de tais “academias” em Kerala e do projeto pioneiro em Bangalore permanece um pouco vago, mas aponta para um desejo de entender o impacto da tecnologia em várias esferas da economia.

Ao mesmo tempo, o Banco Central da Índia sugeriu na semana passada que a Blockchain se tornasse um “sonho” e que tal tecnologia só poderia ganhar aceitação popular com o aval das autoridades.

Existe certa discrepância nessa declaração, pois a tecnologia pode sim ser aceita pelo povo sem o aval do governo, entretanto ela realmente só poderá beneficiar o povo de forma ampla e irrestrita com aprovação do governo, o que não quer dizer nem de longe que o governo faz alguma coisa pelo bem do povo.

Fonte: http://www.btcsoul.com/2017/03/07/segunda-academia-blockchain-lancada-em-kerala-india/

Crypto Valley Association já é realidade

Um consórcio de Blockchain, com suporte governamental, foi lançado em Zug, na Suíça com o objetivo de “apoiar o desenvolvimento de tecnologias e negócios relacionados a blockchain e criptografia”.

A Crypto Valley Association, sob a liderança do ex-CIO do grupo UBS, Oliver Bussman, inclui membros da PwC e Thomson Reuters, bem como inúmeras startups de Fintech, como a ConsenSys.

Um comunicado de imprensa lançado nesta quarta dizia:

“A associação dará suporte à startups e empresas estabelecidas através de política de recomendações, iniciando e fomentando projetos de pesquisa, organizando conferências, hackathons e outros eventos conhecidos da indústria”.

Bussman ainda comentou dizendo: “As tecnologias relacionadas à blockchain e criptografia são a onda do futuro. Com a criação da Crypto Valley Association vamos promover mais do que apenas uma região. Fundamos com ela uma associação global como base para o as empresas mais inovadoras e adiante no tempo, fortalecendo ainda mais a posição suíça como líder neste setor”.

Este lançamento firma ainda mais a posição da Suíça, especialmente de Zug, como a casa das novas tecnologias financeiras.

Ano passado, a administração de Canton passou a permitir pagamento de contas governamentais em Bitcoin. Além disso, o governo nacional cada vez emite regulamentações mais favoráveis para as startups de Blockchain.

O presidente financeiro e de negócios de risco da Thomson Reuters, David Craig, também falou sobre a nova associação:

“A formação da Crypto Valley Association já conta com o apoio do governo local, startups, capital de risco e de grandes corporações. Isso nos dá acesso à várias startups interessantes, talento e uma oportunidade de participar diretamente em iniciativas na nova tecnologia”.

 

Fonte: http://www.btcsoul.com/2017/03/02/crypto-valley-association-ja-e-realidade/

Como usar o blockchain para projetos de interesse público?

Por Ronaldo Lemos

Blockchain é a palavra do momento. A tecnologia tem sido recebida com grande entusiasmo pelo setor privado. No entanto, é possível ir além. Quais são as implicações dessa nova importante tecnologia para o interesse público? Neste artigo, exploramos algumas possibilidades.

Primeiramente, um breve contexto

Já não é mais novidade. Vivemos um período de profundas mudanças em relação à “confiança”. As pessoas têm perdido a confiança nas instituições, no setor privado e até mesmo na democracia. Existe uma uma demanda imensa por novas formas de se estabelecer confiança, seja ela em governos, empresas e até mesmo nas relações pessoais.

A blockchain é uma tecnologia que surgiu exatamente para isso: gerar confiança, de forma distribuída.

Nosso modelo de confiança atual é baseado primordialmente em sistemas centralizados ou descentralizados. Se você quer saber quanto Alice tem em sua conta bancária, por exemplo, você precisa perguntar a uma instituição financeira — e confiar no que ela disser. A blockchain, no entanto, permite a criação de uma nova forma de confiança que não é centralizada (como no caso dos governos) nem descentralizada (como no caso do sistema financeiro global). É um modelo distribuído; e é por isso que esse sistema foi chamado de “confiança sem confiança”, ou “trustless trust”, no original em inglês.

Para fazer isso, a blockchain usa criptografia para assegurar a criação de um enorme banco de dados totalmente protegido contra adulteração (mesmo por seus operadores individuais). Gosto de dizer que ela é pode ser descrita como um banco de dados, distribuído, capaz de produzir consenso e assegurar a integridade e unicidade das informações que nela são inseridasUma aplicação natural para isso é a criação de moedas virtuais, como é o caso do Bitcoin. Para saber quanto um usuário hipotético possui de saldo em Bitcoins, não é preciso perguntar a nenhuma instituição intermediária, nem a nenhum banco. Pergunta-se à própria rede, que concorda unanimemente sobre a quantidade de Bitcoins que esse usuário possui.

Ao criar uma camada de consenso distribuído, a blockchain tem potencial para reconfigurar nossos sistemas de confiança em muitas outras áreas além do sistema financeiro. Uma das formas da blockchain criar consenso é por meio de um processo chamado “prova de trabalho” (proof of work), que consiste em resolver um desafio matemático, que é então demarcado no tempo, “assinado” criptograficamente e distribuído ao longo de toda a rede, o que impede sua adulteração.

E quais são suas aplicações?

Como disse acima, gosto de pensar na blockchain como um grande banco de dados. Ela armazena pedaços de informação interligados entre si, em blocos (daí o nome); no entanto, essa informação é armazenada de forma distribuída. Toda a rede “concorda” com aquela informação, gerando assim consenso sobre ela em toda parte. Essas informações são imutáveis. A probabilidade de adulteração da blockchain é praticamente zero. Além disso a integridade e unicidade das informações é assegurada em cada bloco.

Esse modelo de “blockchain” pode assumir muitas configurações técnicas e formatos operacionais nos dias de hoje. Em nossa visão, as blockchains mais promissoras hoje são aquelas desenvolvidas por comunidades abertas e mantidas como um projeto open source, descentralizado, transparente e auditável.

No entanto, tecnologias nunca são neutras, e a blockchain não é nenhuma exceção. Ela foi originalmente concebida como uma tecnologia financeira, aplicada na criação do Bitcoin. Assim, não chega a ser surpreendente que os esforços em torno do seu uso hoje sema majoritariamente para a promoção de ganhos econômicos. Isso é possível, por exemplo, por meio dos ganhos de eficiência promovidos por ela, ou ainda, pela redução dos custos de transação. Ela também desafia o papel dos intermediários nas mais diversas áreas, especialmente quando este intermediário é um “depositário de confiança” que se organiza de forma centralizada.

Assim como protocolos que permitiram a criação da internet como a conhecemos hoje, como o TCP/IP, a blockchain é também uma tecnologia livre e aberta, que não pertence a ninguém nem foi “patenteada” por seus criadores. Ao contrária, ela se tornou uma tecnologia aberta para o uso por parte de qualquer pessoa. Por isso mesmo ela se converteu em uma tecnologia fundacional, tal como foi o TCP/IP, ou ainda, a linguagem HTLM que originou a World Wide Web (WWW). Por essa razão, a blockchain tem propriedades qu podem ser descritas como “generativas”, tal qual a Internet. Por isso, acredito que essa tecnologia pode levar ao surgimento de muitas aplicações de interesse público. Dentre elas, a possibilidade de votar pela internet, plataformas online de gestão de orçamentos participativos, ou ainda, um novo conjunto de ferramentas de organização social. Tudo isso terá como aliado a poderosa tecnologia de “provas criptográficas”, transformando o modo como entendemos e vivenciamos a confiança.

A possibilidade de propor um projeto de lei pela internet no Brasil

Vamos agora pensar em uma aplicação importante e imediata para a blockchain no Brasil, que atende um anseio geral do país com relação ao interesse público. A Constituição brasileira de 1988 criou um mecanismo de democracia direta que funciona da seguinte forma: se 1% dos eleitores assinarem uma petição em apoio a uma nova lei, o Congresso brasileiro deve reconhecê-la como um projeto de lei oficial proposto pelo povo e votá-lo como tal. Hoje, seriam necessárias cerca de 1,5 milhão de assinaturas para isso. No entanto, a única forma que existia para coletar essas assinaturas era o papel. Sabemos que o papel, como tecnologia para produção de confiança, tem inúmeras limitações. Ele pode ser facilmente adulterado. Ou ainda, ninguém sabe ao certo se a pessoa que assinou aquela folha é mesmo quem ela diz ser. Em face dessas limitações “tecnológicas” do papel, não é surpresa que, desde 1988, esse mecanismo de democracia direta não foi usado nem sequer uma vez da forma como ele foi previsto na Constituição. Nos casos em que houve a mobilização popular, mais de 1,5 milhão de assinaturas foram colhidas (como é o caso do projeto da “Ficha Limpa” ou das “10 Medidas Contra a Corrupção”), maso projeto de lei não foi aceito pelo Congresso como sendo “do povo”.

Foi preciso um deputado se voluntariar e propor ele mesmo o projeto, em seu próprio nome. A razão para isso não é egoísmo nem autopromoção (ou pelo menos, não é majoritariamente essa razão). A razão é que é praticamente impossível auditar 1,5 milhão de assinaturas colhidas em papel. A chance de fraude existe e o trabalho de conferência é grande demais.

É aí que entra a blockchain. E se as assinaturas pudessem ser coletadas digitalmente e registradas na blockchain, sendo já pré-auditadas no momento da coleta? Pois é exatamente isso que o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio) está construindo no momento.

Estamos desenvolvendo uma aplicação baseada na blockchain que permitirá auditar desde o início a identidade dos eleitores, usando para isso fatores múltiplos (incluindo o número de seu CPF, título de eleitor e até mesmo seu número de celular). Com isso, o eleitor poderá expressar formalmente seu apoio a um projeto de lei de iniciativa popular, tudo isso por meio de seu telefone celular conectado à internet. Essa ferramenta permitirá à sociedade brasileira propor diretamente no Congresso Nacional (ou nas Assembleias Legislativas dos Estdos, ou ainda, nas Câmara de Vereadores) seus projetos de lei impulsionados pela mobilização social. Quem pediu ao ITS para que desenvolvesse esse aplicativo foi o jurista Márlon Reis, responsável pela articulação do famoso projeto de lei da Ficha Limpa no Brasil. Márlon acredita que esse aplicativo será um novo passo para melhorar os processos de mobilização social para a proposição de leis de iniciativa popular. É claro que o papel continua importante, especialmente nas muitas comunidades do Brasil que não têm acesso à internet. No entanto, a tecnologia permitirá um enorme salto de inclusão e segurança.

A blockchain é perfeita para esta finalidade. Ela cria um registro único e imutável dessas assinaturas. Esse registro é facilmente auditável, diferente do papel. Devido à blockchain, conjugada com outros mecanismos de certificação que estamos adotando, a probabilidade de fraude é próxima a 0%.

Veja só o poder dessa ideia. Já disse que para propor uma lei no Congresso Nacional seria necessário obter 1,5 milhão de assinaturas. No entanto, para propor uma lei estadual ou municipal, os números são muito menores. Em muitos estados, bastaria 60 mil assinaturas para a proposição de um novo projeto na Assembleia Legislativa. Na maioria das cidades do Brasil, seriam necessárias apenas 300 assinaturas para a introdução de um projeto de lei na Câmara dos Vereadores.

Isso pode mudar significativamente o perfil da democracia no Brasil, estabelecendo uma nova forma de diálogo entre cidadãos e representantes. Esses projetos de lei, obviamente, não são aprovados automaticamente. Eles devem ser votados como qualquer outro projeto de lei. No entanto, a simples possibilidade de apresentar um projeto de lei em nome do povo no Congresso (ou em outras casas legislativas estaduais e municipais) pode levar a uma nova e promissora relação entre a sociedade e os governos. Esse foi o desejo da Constituição de 1988. Agora existe a tecnologia para concretizá-lo.

Para terminar: Outras aplicações de intresse público

Uma das razões para se entusiasmar com as tecnologias baseadas na blockchain é que elas são relativamente baratas. A blockchain oferece uma oportunidade de inovação real, não só no campo do setor privado, como vem acontecendo até agora, mas no setor público. Ela é uma ferramenta perfeita para todo e qualquer empreendedor social interessado em mudar para melhor o Brasil.

Esse é apenas o começo. As possibilidades de uso da blockchain vão ainda além. Abaixo segue uma lista de outras aplicações dessa tecnologia no campo do interesse público que podem ser desenvolvidas:

  • Permitir estabelecer identidades digitais on-line, o que facilitará enormemente a ideia de governo eletrônico;
  • Criar plataformas de votação eletrônica;
  • Contribuir para a inovação no campo dos registros públicos e do sistema notarial;
  • Contribuir para a inovação no campo dos registros de imóveis;
  • Aumentar a transparência e responsabilização no financiamento dos partidos políticos, reduzindo as possibilidades de caixa dois e mapeando o uso e a distribuição do fundo partidário;
  • Facilitar e tornar mais transparentes processos licitatórios;
  • Criar novos sistemas para licenciar, gerenciar e coletar royalties para música e outras formas de propriedade intelectual, favorecendo os artistas e criadores e dando mais transparência aos intermediários existentes hoje;
  • Gerar certificados de origem para bens físicos, como madeira, impedindo a comercialização de madeira de áreas de desmatamento ilegal;
  • Criar um novo paradigma de segurança e novas modalidades de serviços para aplicações de Internet das Coisas (IoT);
  • Criar nova camada de certificados para a agroindústria, agregando valor ao produto brasileiro e promovendo inovação e sustentabilidade no agronegócio;
  • e muitas outras aplicações.

A blockchain, é claro, não é uma panaceia capaz de resolver todos os problemas do planeta. Se olharmos atentamente, essas possibilidades são apenas um pequeno passo. No entanto, um passo muito promissor. Trata-se de uma ferramenta que vai além da tecnologia, produzindo um impacto real na sociedade e nos modos de vida. Em outras palavras, a blockchain é uma ótima ferramenta de design (ou redesign) institucional.

Há muitas razões para se debruçar sobre as possibilidades da blockchain que vão muito além da possibilidade de se gerar valor, cortar custos ou promover eficiência econômica. A principal razão é a possibilidade de criação de novas práticas sociais e institucionais que melhorem o mundo em que vivemos hoje, com mais transparência, responsabilidade, participação e menos corrupção.

Há muitos pioneiros trabalhando com a blockchain simplesmente para gerar mais lucro. E não há nenhum problema nisso. No entanto, precisamos de mais gente trabalhando com as capacidades dessa tecnologia também para o interesse público. Essas pessoas podem facilmente se tornar fundamentais para o aperfeiçoamento institucional do país.

*  Por Ronaldo Lemos, advogado, sócio do escritório PNM Advogados coordenando a área de tecnologia, mídia e internet e Gabriel Aleixo, líder do projeto Blockchain Hub no Instituto de Tecnologia e Sociedade do Janeiro (ITS Rio)

Fonte: https://cryptoid.com.br/destaques/23285/

Banco Central da Coréia implantará Prova de Conceito do grupo R3

O Banco central da Coréia planeja executar o projeto de tecnologia de blockchain da prova de conceito do consórcio R3. Kim Jung-hyuk, chefe da equipe de planejamento de e-finanças para o serviço de supervisão financeira do banco, anunciou o projeto na conferência Digital Money 2017, de acordo com a EconoTimes.

O consórcio R3 é um grupo de trabalho que conta com mais de 70 das principais instituições bancárias e financeiras do mundo.

Cronograma ainda a ser anunciado

“Recentemente decidimos prosseguir com a prova de conceito do consórcio R3, e uma vez que a decisão final será tomada internamente, e logo o escopo específico e cronograma do projeto serão anunciados”, disse Jung-hyuk. “Como um banco central, estávamos olhando para diferentes maneiras de utilizar a tecnologia blockchain.”

O banco criou uma equipe de força-tarefa para supervisionar possibilidade da emissão de uma moeda digital. A força-tarefa examinará o efeito da moeda digital sobre a política monetária do banco e sua estabilidade financeira.

Uma equipe separada vai explorar maneiras de emitir, circular e regular a negociação de moeda digital, disse Kim. Ele disse que o banco planeja organizar um grupo de trabalho sobre outras questões, incluindo a invasão de privacidade.

Coréia investe em Blockchain

A Comissão de Serviços Financeiros (FSC) da Coréia do Sul – o principal regulador e autoridade financeira do país – revelou anteriormente seu plano de lançar um projeto-piloto impulsionado por uma blockchain de serviços financeiros.

Esse anúncio ocorreu pouco mais de um mês após a formação do primeiro consórcio de blockchain da Coréia do Sul. Um grupo de 21 empresas de investimento financeiro e cinco empresas de tecnologia blockchain assinaram um memorando de entendimento para desenvolver soluções de livro distribuído como um think tank para o mercado de capitais coreano.

O consórcio público-privado foi liderado por autoridades como o FSC e o Korea Financial Investment Association.

O banco informou recentemente que vê companhias não-financeiras, voltadas para a tecnologia, fazendo um grande alvoroço no setor financeiro do país.

Fintech avança

O relatório observou que uma série de empresas de tecnologia global entraram no mercado financeiro coreano para introduzir produtos de banco digital, empurrando a adoção de tecnologias financeiras.

O relatório apontou particularmente para a tecnologia blockchain e inteligência artificial como duas inovações que já estão em andamento no mercado.

 

Fonte: http://www.btcsoul.com/2017/02/25/banco-central-coreia-implantara-prova-conceito-grupo-r3/

Lider de empresa de TI afirma potencial de blockchains

O líder de uma das maiores empresas de Ti da índia disse que sua empresa está buscando uma ampla gama de aplicações potenciais em blockchain.

N Chandrasekaran, CEO da Tata Consultancy Services jornal indiano The Economic Times. De acordo com a transcrição publicada, Chandrasekaran disse que a empresa está envolvida em “mais de 100” protótipos blockchain, o resultado de um processo que tem desempenhado ao longo de um ano e meio.

Ele comentou:

“As empresas estão fazendo isso de forma diferente, em diferentes peças. Se você observar os serviços financeiros, há um monte de entusiasmados sobre blockchain. Então, estamos tentando ver como podemos usar de modo eficaz a blockchain para trazer um comportamento em tempo real entre (múltiplos) nós em um processo financeiro”.

TCS, uma das maiores empresas da Índia, emprega mais de 300.000 pessoas em todo o mundo. Em uma recente nota a investidores, a empresa disse que estava explorando aplicações para blockchain nas áreas de pagamentos internacionais, financiamento comercial e identidade digital.

Enquanto os comentários de Chandrasekaran constituem o aspecto mais amplo no trabalho da Tata com blockchain até à data, não é o primeiro. No ano passado a Visa indicou que estava trabalhando com consultoria em blockchain. A empresa também já teria trabalhado com o banco holandês ABN Amro no desenvolvimento de provas de conceito.

Os comentários vêm num momento em que a tecnologia está sob fortes holofotes no setor financeiro indiano, o que mostra que a Tata provavelmente está envolvida em alguns processos.

Ele disse que a tecnologia está evoluindo no espaço de TI, e que ela não esta substituindo o antigo, ela está criando novas possibilidades.

“Se você me perguntar se daqui a um ano, ou dois, essa nova tecnologia estará produzindo um bilhão de dólares eu não saberia responder, mas o que posso afirmar com certeza é que estaremos lá. Nós estamos na vanguarda de tudo isso!”

 

Fonte: http://www.btcsoul.com/2016/10/19/lider-de-empresa-de-ti-afirma-potencial-de-blockchains/

O Mercado de ECM e as evoluções tecnológicas

Por Alex Braz (A Star Labs)

A 4ª revolução industrial

Muito se fala sobre a 4ª revolução industrial (tema central da edição de 2016 do Fórum Econômico Mundial), uma imensa reinvenção das formas de produção, dos meios de consumo, da conectividade, da mobilidade e das relações humanas.

Um fator preponderante para que a 4ª revolução industrial aconteça é a era digital uma vez que, sem a era digital não seria possível que nós brasileiros pudéssemos participar  do fenômeno no momento em que ele ocorre. O que é, claramente, diferente daquilo que observamos nas revoluções industriais anteriores.

Sobre o meio digital, emergem novas tecnologias como  “internet das coisas”, “aprendizagem de máquina”, “blockchain”, ‘impressoras 3d’, ‘redes neurais artificiais’, ‘análise preditiva’, dentre outras. Essas tecnologias irão influenciar o mundo no qual vivemos, ao viabilizarem um evento tão grande a ponto de ser categorizado como “revolução” (industrial). Por tal motivo, vale supor que haverá como consequência uma série de grandes e impactantes mudanças na vida das pessoas.

Sistemas ECM têm atendido bem à demanda

Todos os grandes sistemas de ECM apresentam características similares e até mesmo consagradas, por assim dizer, ao ponto de terem se tornado commodities na prática. Pense, por exemplo, na sua “árvore de documentos”. Ela faz parte de um core bem definido nesses sistemas que, em geral, sem grandes variações, resolvem os problemas e vêm atendendo às necessidades dos usuários.

Também é preciso levar em conta que foi investido bastante capital intelectual no mercado e que muita gente capacitada planejou, criou, desenvolveu, implantou e empreendeu esforços em sistemas de ECM. São esses os responsáveis por gerar esta sensação de que o principal já foi feito, o que faz muito sentido do ponto de vista de quem empreendeu no campo por muito tempo. E também por aqueles que passaram pelos primeiros sistemas ECM até a última grande migração de muitos deles para o modelo web. Porém, nos dias de hoje, e nos anos que se seguirão, todo esse esforço poderá ser considerado o alicerce daquilo que virá. O desafio agora é: como utilizar as melhorias tecnologias de modo que façam sentido ao negócio? E que gerem ainda um diferencial competitivo ou diminuição de custos? Afinal, não seria nada mau responder a esses pontos, não é mesmo?

É necessário modernizar os sistemas ECM

Existe uma necessidade de modernização em grande parte dos sistemas de ECM, pelas características próprias do mercado, já explicadas acima. Já se sabe que vivemos um momento único em termos de novas tecnologias, porém é necessário tomar o cuidado de não implementar novas tecnologias apenas porque são novas. O trabalho de analisar o que pode ou não ser implementado no seu produto deve ser árduo e muito cuidadoso, já que existe uma ampla gama das ditas ‘novas tecnologias’, embora algumas provavelmente não venham a sobreviver ao próximo semestre. Logo,  como resolver a questão modernizar meu software sem cair em tecnologias que sejam puramente um “hype”, uma moda passageira? E mais: quais destas tecnologias podem ser absorvidas dentro do mercado de ECM e como isso seria viabilizado?

Antes de pensar no meio é preciso pensar no fim, no que queremos agregar ao nosso produto. Embora isto pareça óbvio, nunca será possível adotar todas as tecnologias e a decisão nesse sentido deve ser focada na estratégia do negócio. Se o foco é ter o Governo como cliente, algumas tecnologias são aderentes, enquanto que se o foco é ter um mercado de nicho como centro outras tecnologias se tornam, então, aderentes.

A tecnologia pode ser utilizada para engajar clientes, avaliar e medir resultados, melhorar a velocidade, transparência, segurança e qualidade de um produto, além de agregar inúmeras funcionalidades. Assim, quais destas palavras-chave se adequam ao seu momento?

Internet das Coisas (IoT)

Imagine a quantidade de dados coletados pela tecnologia da Internet das Coisas! Com certeza seria uma grande oportunidade para um sistema capaz de armazenar toda esta informação de forma agnóstica (adaptável), além de a indexar, processar, e disponibilizar com garantia de entrega com qualidade.

Mobile

O celular é o principal meio de acesso à internet no Brasil, isso permite que o seu aplicativo que já é web seja responsivo. Ou seja, adapte-se à tela do dispositivo que o acessa na hora. Some-se a isso uma série de novas capacidades da linguagem de marcação HTML5, capaz de retirar uma parte do processamento dos seus servidores para que este processamento se dê no dispositivo do cliente. Para melhorar a experiência de utilização de um software no celular, existem hoje as ‘Progressive Web Apps’. Tais aplicativos utilizam as capacidades dos navegadores modernos para entregar ao usuário uma experiência tão boa quanto a de um aplicativo nativo.

Blockchain

A tecnologia blockhain é uma das mais complexas e, ao mesmo tempo, com mais capacidade de revolucionar o seu produto, pois ela já vem fazendo isso com mercados inteiros. Você pode utilizar blockchain para mapear processos de negócios e informar milestones atingidos neles ou, ainda, para o registro de informações e obtenção de um carimbo do tempo imutável, adicionando assim um selo de autenticidade único e inviolável a qualquer documento (ou série de documentos).

Esses são apenas alguns exemplos de utilização das novas tecnologias. Naturalmente, o assunto pode e deve se estender nos próximos meses, sendo uma discussão muito mais ampla ao tratar da renovação de mercados amplos e complexos. Como profissional envolvido com todas as tecnologias citadas, com especial atenção a ECM/GED/BPO nos últimos 2 anos, sinto que não é exagero dizer: há uma revolução em curso e conhecê-la é preciso.

 

Saiba mais sobre o potencial de tecnologias disruptivas
como a blockchain no Blog da A Star.

 

Contratos inteligentes via Bitcoin em 2017?

Os contratos inteligentes foram uma tendência bem popular ao longo de 2016, quando investidores, bancos e grandes instituições financeiras exploraram o potencial de protocolos baseados em contratos inteligentes, como o Ethereum, para criar aplicativos inovadores e descentralizados.

No entanto, mesmo a Ethereum, uma rede avaliada em quase US $ 930 milhões, teve dificuldades em demonstrar o uso prático e a comercialização eficiente de contratos inteligentes devido a vários erros internos. Atrasos nas transações e outros problemas de segurança emergiram da priorização da segurança sobre a flexibilidade.

Severos problemas de segurança e técnicos surgem quando uma rede criptográfica como a Ethereum escolhe favorecer a versatilidade e funcionalidade sobre a seguridade. Em teoria, uma rede altamente funcional, maleável e escalável deve ser capaz de receber projetos de grande escala com bases de consumidores consideráveis, mas na realidade, as medidas de segurança são falhas e toda a rede se torna um risco.

Usando o Bitcoin como uma plataforma de contrato inteligente

Muitos pesquisadores e especialistas examinaram uma ampla gama de soluções e tecnologias da blockchain do Bitcoin para usar a rede como base de uma plataforma de contrato inteligente. Uma tecnologia interessante em desenvolvimento é a rede Lightning, que foi modelada após o trabalho do ex-desenvolvedor de bitcoin, Mike Hearn, e os canais de pagamento do co-fundador da Blockstream, Matt Corallo.

O conceito básico por trás da inovadora Lightning Network é que, ao usar o contrato Hashed Timelock (HTLC) para transações multipartidárias, é permitido que os receptores pré-determinem o valor da negociação antes de finalizá-la.

Em outras palavras, semelhante a um contrato tradicional em que a parte “A” concorda em pagar a parte “B” por um determinado período de tempo, a HTLC permite que o Bitcoin realize acordos conceitualmente idênticos. Assim, a Lightning pode ser totalmente utilizada como uma plataforma de contrato inteligente no sentido de que os usuários podem concordar em receber ou enviar certas quantias de dinheiro antes de assinar a transação real com uma prova criptográfica.

“A rede Lightning é, na minha opinião, o projeto de contrato inteligente mais ambicioso que o ecossistema produziu até agora. O trabalho de Poon & Dryja inspirou várias equipes de todo o mundo a contribuir para sua emergência “, disse Alex B. da Blockstream.

Mais importante ainda, o Lightning também permite que um contrato inteligente complexo seja executado com várias transações sem incorrer em conflito com os tempos de verificação de transação, já que apenas a última delas é realmente transmitida para a blockchain.

Por exemplo, se Bob e Alice liquidarem 21 transações entre eles e um terceiro, a última operação incluirá todas as anteriores e efetivamente as mesclará como uma única transação para os mineiros pegarem.

Outro conceito inovador que ainda está em desenvolvimento, é a utilização de sidechains (cadeias laterais federadas) para permitir a liquidação de contratos inteligentes. Se implementado, permitirá que redes alternativas convirjam diretamente com a rede principal do Bitcoin para liquidar as operações.

“As sidechains propõem um modelo de confiança alternativo que permite aos usuários interagir com a tecnologia sem ter que depender dos rígidos requisitos do consenso da Bitcoin”, acrescentou Alex B.

Com inovadores e práticos conceitos de contratos inteligentes planejados para desenvolvimento e testes, muitos entusiastas acreditam que 2017 poderá ser o ano em que empresas e corporações experimentem o Bitcoin para executar contratos inteligentes.

 

Fonte: http://www.btcsoul.com/2017/01/16/por-que-as-industrias-podem-experimentar-contratos-inteligentes-via-bitcoin-em-2017/