Acontece esta semana o Blockchain Meeting – Dia 6 de Abril

Com o assunto do momento e o que mais tem chamado atenção dos executivos –  o blockchain – acontece esta semana dia 6 de abril o Blockchain Executive Meeting, em São Paulo, no  hotel TRYP São Paulo Paulista Hotel ( Rua Haddock Lobo, 294).
O Blockchain Executive Meeting é um evento que está sendo  especialmente preparado pela Information Management com a curadoria do evangelista em tecnologia Cezar Taurion, que visa para discutir, com empresários, executivos, gestores e tomadores de decisão, o potencial de blockchain, seus desafios e oportunidades.

Na grade de conteúdo reúne um time de specialistas como: Marcelo Eisele,- sócio fundador da empresa Rnet Consulting e da Blockchain Academy,  Edilson Osório junior – CEO e  founder da OriginalMy.comAndré Cunha – Founder & CEO at Ewally Payments and Financial Services; Mauricio Alban-Salas – BCP Unibanco e Luiz Gustavo Bonander Nugnes Banco  da Votorantim, entre outros.
Esta é uma oportunidade única de relacionamento e troca de conhecimento entre executivos, startups e consultores que estarão lá  para compartilharem suas visões e experiências. O objetivo é debater o que é blockchain, analisar o estado da arte, as experiências já existentes, os desafios da jornada e as barreiras que ainda aparecem no caminho, sejam técnicas, regulatórias ou mesmo escassez de talentos.

Se você quer saber mais sobre esta tecnologia participe, inscreva-se hoje mesmo pelo site: http://blockchainmeeting.com.br ou ligue para: (011) 3392-4111.

Banco Central da Africa Do Sul circula primeiro contrato em blockchain

Na África, o Banco de Reserva da África do Sul (SARB), juntamente com a Associação de Pagamentos da África do Sul, a Financial Services Board, a Strate e alguns dos principais bancos do país, nomeadamente o Investec Bank, a ABSA, o Rand Merchant Bank e o Standard Bank, conseguiram fazer circular um contrato inteligente entre eles na blockchain Ethereum.

Isto vem depois das negociações dos bancos no início de julho de 2016 para conectar algumas partes do sistema bancário sul-africano a uma versão privada da blockchain Ethereum. Essas discussões vieram logo após a ABSA, uma subsidiária da Barclays África, anunciar que tinha aderido ao consórcio internacional R3 Blockchain.

Os relatórios indicam que as organizações de serviços financeiros envolvidas no projeto desenvolveram e testaram a solução para a emissão de empréstimos sindicalizados através da blockchain.

A solução de blockchain proposta para empréstimos sindicalizados será baseada na criptografia, mas vinculada ao curso legal. Os bancos serão capazes de formar sindicatos e comércio em uma troca eletrônica com contratos inteligentes.

Espera-se ainda que esta nova solução de blockchain traga transparência para os mercados financeiros, além de encurtar os tempos de liquidação e reduzir os custos de transação. Atualmente, o processo é principalmente manual e envolve a devida diligência extensiva fazendo com que as transações sejam lentas demorando, em alguns casos, semanas ate serem concluídas.

Embora a Ethereum seja uma rede privada, definitivamente sinaliza um passo na direção certa para as instituições financeiras tradicionais, como eles abraçam as possibilidades de uma rede de blockchain e do Bitcoin estarem presentes. Esperemos que, como estes desenvolvimentos traduzem a facilidade de fazer negócios entre as instituições financeiras, os benefícios possam ser estendidos tanto para negócios quanto para os clientes bancários.

 

Fonte: http://www.btcsoul.com/2017/03/20/banco-central-africa-sul-circula-primeiro-contrato-blockchain/

G-20 pode criar blockchain para bancos centrais

Os países do G-20 podem criar uma blockchain de consórcio de bancos centrais para estudar o potencial das moedas fiduciárias com base na tecnologia blockchain. Isto é afirmado em um novo relatório do fórum econômico internacional.

O relatório, escrito por Julie Maupin, uma pesquisadora sênior no Centro de Gestão Internacional de Inovação, também diz que a blockchain desempenha um papel fundamental na construção de uma abrangente e transparente economia digital.

Em geral, o documento de 8 páginas concentra-se em duas áreas de uso:

  • – Aumentar a eficiência do comércio internacional;
  • – Aumentar o nível de confiança nas instituições supranacionais.

Segundo a autora, há um risco de fragmentação da economia global, causada por sentimentos antiglobalização.

“O uso da tecnologia blockchain contribui para a formação de um sistema mais descentralizado e democrático, onde todos possam participar de uma economia global baseada nos princípios da transparência, responsabilidade e abertura”, escreve Julie Maupin.

A autora do relatório propõe-se a reunir um grupo de trabalho para estudar a componente regulamentar e legal do uso da tecnologia blockchain, bem como criar um sandbox para testar os conceitos mais promissores e soluções práticas baseadas nesta tecnologia.

Julie Maupin propõe o uso da tecnologia blockchain, principalmente em áreas como: serviços financeiros, gerenciamento da cadeia de suprimentos, energia renovável, identidade digital, etc.

O plano de ação proposto pela pesquisadora inclui a cooperação do G20 com organizações influentes como a Organização Internacional de Normalização (ISO), a Associação de Direito Internacional, o Grupo de Ação Financeira sobre Lavagem de Dinheiro (FATF) e a Organização de Cooperação e Cooperação Econômica Desenvolvimento.

A blockchain está em todo o lugar, permeando tudo com sua tecnologia e filosofia descentralizada, vamos ver ate onde ela nos leva!

 

Blockchain impacta o futuro das transações financeiras

Tecnologia permite armazenar digitalmente registros de transações em redes descentralizadas, de forma segura e independente

Comprar produtos diretamente, sem a necessidade de intermediários de confiança, de forma mais rápida e com menor custo. Essa realidade já é possível com o uso do blockchain, um tipo de tecnologia que oferece um armazenamento de registros de dados imutáveis, preservando o histórico das transações e tornando-as auditáveis de forma independente.

“A metáfora que costumo fazer é a de que o blockchain é a internet dos valores. Ou seja: a possibilidade de transacionar valores pela internet diretamente entre as partes envolvidas. Na internet dos valores, pode-se ter um bem físico – um caminhão, um apartamento – com representação digital”, explica Paschoal Baptista, sócio da Deloitte para o atendimento à indústria de Serviços Financeiros.

Bancos aderem ao blockchain

Instituições financeiras globais já utilizam blockchain em alguns processos, como pagamentos internacionais, operando praticamente em tempo real, com custos infinitamente menores e significativa redução de riscos de falhas e fraudes.

“Essa tecnologia traz um novo horizonte para o mundo das finanças e da contabilidade. Basicamente é uma escrituração digital. Toda transação que ocorre fica registrada para sempre. Não pode ser deletada, alterada, nem ajustada. Isso gera uma série de possibilidades, como garantir a autenticidade de uma transação financeira, evitar fraude e sonegação fiscal. Ela permite também transações entre empresas sem a necessidade de intermediários de confiança. Quando atingir a maturidade ideal, o blockchain será tão disruptivo quanto a energia elétrica e a internet”, diz Fabio Perez, diretor do CFO Program da Deloitte no Brasil, um programa de relacionamento que visa oferecer interação, conteúdos relevantes e soluções multidisciplinares para a atuação dos diretores financeiros das empresas, a partir de uma visão integrada e estratégica.

“Os bancos estão atentos ao debate sobre as tecnologias disruptivas, que trazem mais velocidade, possibilitam a oferta de novos serviços e produtos e são essenciais para dar sustentação aos bancos digitais”, conta Gustavo Fosse, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos). Além da Comissão de Inovação, a Federação conta com outras iniciativas de debates sobre oportunidades de evolução digital no setor bancário, como o Grupo de Trabalho de Blockchain.

O desafio da segurança

Como toda inovação, o blockchain ainda é alvo de dúvidas. “O arcabouço regulatório ainda precisa ser discutido e aprovado. Outro aspecto que se questiona é a não existência de um órgão regulador. A responsabilidade pelo funcionamento não será de um órgão, mas do próprio software. O fato é que as empresas que adotarem o blockchain terão vantagens competitivas. O momento de entender como ela afeta o seu negócio é agora”, explica Paschoal Baptista.

Para Othon Almeida, sócio-líder do CFO Program no Brasil, o objetivo da Deloitte é mostrar aos executivos que blockchain já é uma realidade, principalmente no caso de jovens empresas, que já nasceram com a tecnologia implementada.

“Estamos diante de um grande salto. O blockchain vai conectar quem precisa de algo a quem tem, eliminando todos os processos intermediários. Será uma mudança de relacionamento entre os consumidores, que vão transacionar entre si produtos e ofertas sem a necessidade de terceiros, que encarecem substancialmente os custos. É um acelerador de processos. A empresa que não se planejar para isso poderá ser eliminada por competidores mais jovens, que já nasceram com essa tecnologia implementada”, afirma.

O sócio-líder de Serviços Financeiros da Deloitte, Clodomir Félix, analisa os impactos e as tendências tecnológicas nas instituições financeiras, entre eles, o avanço das fintechs, no vídeo abaixo:

Fonte: http://conteudodemarca.valor.com.br/deloitte/materias/blockchain-impacta-o-futuro-das-transacoes-financeiras/

IBM lança Blockchain como serviço baseado na tecnologia Hyperledger Fabric

A IBM lançou ontem “Blockchain como serviço”, que é baseado na tecnologia open source Hyperledger Fabric, versão 1.0 da Linux Foundation.

IBM Blockchain é um serviço de nuvem pública que os clientes podem usar para construir redes de blockchain seguras. A empresa introduziu a ideia no ano passado, mas esta é a primeira implementação pronta com essa tecnologia.

O blockchain é uma noção que entrou na consciência pública em torno de 2008 como uma maneira de rastrear as transações do bitcoin. Em seu núcleo, o blockchain é um ledger digital transparente e inviolável. Assim como ele poderia rastrear a atividade do bitcoin de forma segura e transparente, ele é capaz de rastrear outros tipos de dados em redes de blockchain privadas.

Isso poderia permitir que qualquer empresa privada ou agência governamental criasse uma rede confiável, o que permitiria aos membros compartilhar informações livremente, sabendo que apenas eles poderiam vê-las, e as informações não poderiam ser alteradas depois de inseridas.

Jerry Cuomo, vice-presidente de tecnologia blockchain da IBM, disse ao TechCrunch que a empresa está oferecendo um conjunto de serviços em nuvem para ajudar os clientes a criar, implantar e gerenciar redes de blockchain.

Embora o blockchain se baseie no projeto open source Hyperledger Fabric, do qual a IBM é membro participante, ele adicionou um conjunto de serviços de segurança para torná-lo mais palatável para os clientes corporativos, enquanto o oferece como um serviço em nuvem, o que ajuda a simplificar um conjunto complexo de tecnologias, tornando-o mais acessível.

O projeto Hyperledger Fabric nasceu no final de 2015 para facilitar isso, e inclui pesos pesados da indústria, como State Street Bank, Accenture, Fujitsu, Intel e outros membros.

Enquanto o trabalho que essas empresas fizeram para proteger as redes blockchain, incluindo a criação de uma rede, convidar membros e oferecer credenciais criptografadas, foi realizado sob o pretexto de construir redes seguras, a IBM acredita que pode torná-las ainda mais seguras, oferecendo um conjunto adicional de serviços de segurança dentro da nuvem IBM.

Embora Cuomo reconheça que não pode garantir que o serviço de blockchain da IBM é inquebrável, ele diz que a empresa tomou algumas medidas para protegê-lo. Isso inclui o isolamento do ledger do ambiente geral de computação em nuvem, a construção de um container de segurança para o ledger impedir o acesso não autorizado e a oferta de hardware com resposta a falhas, que pode realmente se desligar se detectar alguém tentando hackear um ledger.

Além disso, a IBM afirma que seu produto blockchain é construído de forma altamente auditável para rastrear toda a atividade que acontece dentro de uma rede, dando aos administradores uma trilha de auditoria no caso de algo não ter saído conforme o esperado.

 

Fonte: https://imasters.com.br/noticia/ibm-lanca-blockchain-como-servico-baseado-na-tecnologia-hyperledger-fabric/

Cadê o dinheiro?

O mercado de meios de pagamentos vem passando por uma transformação nos últimos anos, o dinheiro em papel (espécie) tem cedido espaço para outras formas de pagamento que muitas vezes ocorrem de uma forma virtual, diminuindo a utilização do papel moeda. Em alguns países inclusive foram eliminadas notas de maior valor, é o prenúncio de uma nova era, dizem especialistas. A previsão é de que no futuro, arriscaria até dizer em um futuro muito próximo, as economias modernas serão dominadas pelo uso do dinheiro plástico, da moeda eletrônica em escala mundial entre outras formas de pagamentos. Alguns exemplos destas movimentações no mundo, refletindo esta situação:

Suécia: A previsão é que até 2030 as cédulas e moedas deverão virtualmente desaparecer no país, esta é a projeção do Banco Central Sueco. Esta transformação está cada vez mais visível, os cidadãos estão usando menos o dinheiro em papel, onde ocorrem a substituição dos pagamentos via cartão, celular e variados meios eletrônicos. Já não é difícil na capital Estocolmo, crescer o número de restaurantes e lojas que estampam o aviso: “Não aceitamos dinheiro”. A estimativa é que atualmente menos de 20% dos pagamentos ainda são feitos em dinheiro, esta estimativa é bem conservadora.

Coreia do Sul: O Banco Central da Coreia do Sul deseja eliminar toda a circulação de moedas (metal) no pais até 2020, posteriormente o foco será na redução do papel moeda que atualmente já possui uma baixa utilização, por contra partida a utilização de cartões de crédito possui um dos maiores índices de utilização. Estima-se que o Banco da Coreia e o governo local poderiam economizar mais de 40 milhões de dólares (equivalente) que são gastos, anualmente, na produção de moedas. “Quando fazemos uma moeda de 10 won, isso custa mais de 10 won“ disse Lee Hyo-Chan, analista em Seul.

Dinamarca: O Banco Central da Dinamarca não fabrica notas nem moedas desde 2013 e vem investindo pesado em sistemas eletrônicos.

Venezuela: No final do ano passado, o governo Venezuelano decidiu tirar de circulação as notas de 100 Bolivares, a retirada destas notas correspondem a 48% do dinheiro em circulação.

India: O governo decidiu tirar de circulação as notas de 500 e 1000 Rúpias, que corresponde a 85% do dinheiro vivo em circulação. Você imagina um movimento deste em um pais com 1,2 bilhão de habitantes.

Cada pais teve ou tem o seu motivo para tomar a decisão de retirar de circulação algumas moedas, como por exemplo; tentativa de combater a corrupção, evasão de divisas, alto custo de produção e controle das moedas, facilidades para financiamento do crime organizado, tráfico, compra de armas, entre outros motivos. O principal ponto é que independentemente ao motivo adotado por cada país, de alguma forma o mercado está aberto para “novas” oportunidades em oferecer soluções bancárias e também serviços que antes eram prestados somente pelos bancos, com acesso limitado para algumas pessoas. Os próprios bancos identificaram a necessidade de se adequar a este novo mercado, oferecendo produtos com a contratação mais simplificada e em alguns casos com custos menores, podemos usar como exemplo a conta digital, mesmo com estas mudanças ainda existe uma camada da população que continua sem utilizar os serviços bancários. Para entender todas estas mudanças, basta olharmos a um passado não tão distante, onde existia uma dependência grande de agências bancarias com muitas pessoas atendendo e um batalhão de caixas, hoje em dia praticamente você gerencia os seus produtos bancários através do seu celular, Internet e aplicativos, sem saber onde fica a sua agência. Outro benefício de toda esta mudança, foi o surgimento das Fintechs (empresas que utilizam a tecnologia de forma intensiva para oferecer produtos na área de serviços financeiro de uma forma inovadora com custos menores). As Fintechs aproveitando toda esta movimentação no mercado, como por exemplo; em reduzir a circulação de moedas (espécie), desenvolveram produtos de meios de pagamentos, obviamente também são ofertados diversos outros produtos com propósitos diferentes. Com todas estas facilidades, com a criação de processos menos burocráticos e opções em meios de pagamentos, uma camada da população que não conseguia ser atendida pelos bancos passou a ter acesso a estes produtos, estou me referindo às pessoas desbancarizadas, que não possuíam conta em banco, dificultando o acesso aos produtos oferecidos pelo mercado financeiro. As empresas estão se reinventando na busca por soluções que atendam as pessoas e facilitem o seu dia a dia, fazendo com que o “dinheiro” circule de mãos em mãos sem a obrigatoriedade de passar fisicamente nas mãos de cada pessoa.

A tecnologia utilizada a serviço do mercado tem permitido a criação de diversas soluções de pagamentos que podem ser efetuados através de; cartões de crédito e débito, pulseira, aproximação do celular aos POs (máquinas onde passamos os cartões de credito), empréstimos e financiamentos e transferências de dinheiro, a ideia destas novas soluções e que cheguem a esta imensa parcela da população (desbancarizada), de forma simples, com baixo custo e, cada vez mais, através dos celulares e seus aplicativos. Estima-se que o público desbancarizados no Brasil, chegue próximo à 55 milhões de pessoas.

O comportamento das pessoas, também tem colaborado para estas mudanças. Um exemplo prático desta mudança são os jovens que na sua maioria relutam em levar dinheiro em espécie nas carteiras, a utilização do dinheiro plástico e dos outros meios de pagamentos é crescente, inclusive para pagar valores de menor monta, como um café na padaria por exemplo.

De fato está interessante acompanhar todas estas mudanças no mercado, e o principal desafio é continuar fazendo com que este mercado se inove com soluções e produtos simples e que cada vez mais inclua as pessoas desbancarizadas, oferecendo produtos com preços atrativos, e na ponta de quem oferece estes serviços com custos reduzidos. As novas tecnologias também contribuem para a criação de novos produtos, sempre focando na agilidade e praticidade e com certeza não podemos esquecer os riscos envolvidos em cada transação. Enquanto de um lado existem diversas pessoas trabalhando para criar estas soluções, na outra ponta existem pessoas procurando identificar ou criar oportunidades para fazer fraudar.

Segurança e inovação às implementações corporativas

As últimas semanas têm chamado a atenção por diferentes projetos voltados a levar a tecnologia blockchain ao mundo corporativo. Criados com o intuito de prover facilidade e novas funcionalidades na integração de blockchain aos mais variados negócios, algumas dessas iniciativas receberam inclusive o aporte de gigantes da tecnologia. Mas, afinal, o que está por trás do interesse de nomes como Microsoft, IBM, J. P. Morgan, BNY Mellon, Intel, Accenture e outros?

materia blockchain

Há um mês, foi lançada a Enterprise Ethereum Alliance. A ideia dos membros fundadores, dentre os quais estão os nomes apresentados na imagem acima, é permitir que uma blockchain aberta como a da rede Ethereum possa levar segurança e inovação às implementações corporativas sem deixar de oferecer características particulares essenciais aos negócios. Dentre as qualidades que se busca assegurar na plataforma, algumas devendo ser desenvolvidas com o tempo, destacam-se: privacidade, permissionamento e arquitetura “plugável”.

Diversas das aplicações possíveis já se encontram, inclusive, à disposição daqueles que desejam rodá-las a partir do sistema de cloud da Microsoft, o Azure. A empresa norte-americana destacou ainda que as múltiplas parcerias entre consórcios corporativos, desenvolvedores e startups que atuam com blockchain tornará possíveis importantes avanços no campo dos contratos inteligentes.

Já nesta semana foi a vez da IBM apresentar um sistema inteiro do que foi chamado de “Blockchain as a Service” dentro de seu próprio ambiente de cloud. Chamado simplesmente de IBM Blockchain, a plataforma já nasce com parceiros de peso, de modo que a empresa prometeu brevemente oferecer serviços de autenticação, transferência de ativos financeiros e até mesmo troca de créditos de carbono baseados em blockchain. Toda a aplicação é baseada em software de código aberto criado pela Hyperledger e foi lançada com parcerias pré- estabelecidas, a exemplo do mercado chinês de carbono que irá utilizar o sistema em uma das empresas responsáveis.

No Brasil, a A Star oferece o Star Blockchain Integration. Trata-se de um sistema inteiro de APIs que permite conectar os sistemas do seu negócio à tecnologia blockchain, permitindo inovar de forma simples e segura. Saiba mais sobre o sistema clicando no link.

A blockchain em breve dominará o mundo dos transportes

A ING e a Société Générale, um banco holandês e francês, estão em negociações com comerciantes globais de commodities para testar a negociação de gás natural liquefeito em uma blockchain habilitada com contratos inteligentes.

Depois de testar com sucesso o comércio de carga de petróleo bruto em uma blockchain no mês passado, os dois bancos europeus estão agora buscando melhorar o processo de negociação de gás natural liquefeito (GNL). De acordo com um relatório da Reuters, os dois bancos já falaram com várias personalidades no mercado de negociação de GNL sobre testes de um acordo em uma blockchain “dentro de meses”. GNL é o gás natural convertido em sua forma líquida para facilitar o seu armazenamento e transporte.

Em declarações, o diretor de comércio e finanças de commodities da ING, Patrick Arnaud, afirmou:

“O LNG é uma área em que nós definitivamente queremos focar porque é um mercado em crescimento, mas ao mesmo tempo, é controlado por algumas pessoas muito importantes”.

O desejo dos bancos de vender sua solução de contratos inteligentes para o comércio global vem logo após a execução da primeira grande operação de comércio de petróleo movida pela tecnologia adjacente do Bitcoin, a blockchain. Anunciada em janeiro, a transação comercial envolveu um carregamento de carga de petróleo contendo o material bruto da África, vendido a gigante petroquímica chinesa ChemChina.

O comércio impulsionado por uma blockchain tomou forma após a Mercuria, uma das maiores empresas de commodities do mundo, ter um interesse notável pela inovação descentralizada. Em outubro de 2016, Marco Dunand, presidente-executivo da Mercuria, afirmou em um fórum público que a tecnologia blockchain levaria “uma transformação digital para a indústria de petróleo e gás”. Entretanto, a indústria é criticada por ele, que segundo a suas declarações, é tradicionalmente lenta em adotar mudanças e digitalização, seus processos são “pré-arcaicos”, acrescentou Dunand.

Ele afirmou:

“Se introduzirmos o uso de blockchain, todo o processo será rápido desde sua partida e embarque ate sua chegada, sem a necessidade de imensa quantidade de papel, e o melhor sem correr riscos de erros”.

Além disso ele acrescentou que a blockchain diminuiria os custos com pagamentos em cerca de 30%. Os bancos revelaram agora que a sua solução blockchain ajudou a Mercúria a reduzir alguns processos não identificados numa transação comercial de três horas para 25 minutos.

Blockchain no gerenciamento de energia

Uma série de grandes gigantes da energia em todo o mundo está olhando para os contratos inteligentes habilitados na tecnologia blockchain como uma solução viável para os negócios de serviços públicos. A Wien Energie, a maior empresa de energia da Áustria, anunciou um piloto de blockchain para o comércio descentralizado de energia. O projeto piloto será executado por três meses, de março a maio de 2017 por uma empresa que fornece eletricidade, gás natural e aquecimento a quase 2 milhões de austríacos.

A empresa de energia alemã Innogy está buscando aplicar a tecnologia blockchain em sua infraestrutura de carregamento de veículos, permitindo que motoristas e usuários compartilhem estações de carregamento.

A empresa britânica Electron demonstrou transferências de energia significativamente mais rápidas (até 20x) com custos notavelmente baixos, simulando dados de 53 milhões de pontos de medição de 60 fornecedores de energia do Reino Unido, através da blockchain do Ethereum.

A empresa espanhola Endesa descreveu a Blockchain como um “livro-razão digital quase incorruptível”. A gigante da energia abriu um laboratório específico de blockchain para explorar suas potenciais aplicações.

 

Fonte: http://www.btcsoul.com/2017/03/14/blockchain-breve-dominara-mundo-transportes/

Samsung SDS e Blocko fazem acordo para uso de blockchain

A Samsung SDS, a subsidiária de TI que fornece tecnologia para o gigante de eletrônica Samsung, assinou um contrato com a Blocko, uma empresa coreana de blockchain. A joint venture, que será operada tanto na Coreia como fora de suas fronteiras, sendo focada no desenvolvimento de aplicações em blockchain.

Foi anunciado hoje pela Blocko, que a blockchain coreana e a empresa Fintech assinaram um memorando de entendimento com a Samsung SDS para atender à crescente demanda por tecnologia blockchain nos mercados doméstico e internacional.

Mais especificamente, o anúncio aponta para aplicações blockchain em áreas incluindo autenticação e pagamentos, bem como remessa.

A Samsung SDS, a subsidiária de TI que fornece tecnologia para o gigante de eletrônica Samsung, assinou um contrato com a Blocko, uma empresa coreana de blockchain. A joint venture, que será operada tanto na Coreia como fora de suas fronteiras, sendo focada no desenvolvimento de aplicações em blockchain.

Foi anunciado hoje pela Blocko, que a blockchain coreana e a empresa Fintech assinaram um memorando de entendimento com a Samsung SDS para atender à crescente demanda por tecnologia blockchain nos mercados doméstico e internacional.

Mais especificamente, o anúncio aponta para aplicações blockchain em áreas incluindo autenticação e pagamentos, bem como remessa.

“Através de sinergias com base nos recursos das duas empresas, estamos explorando ativamente novos mercados para a propagação da tecnologia blockchain”, disse um representante da Samsung SDS. “À medida que a demanda pela tecnologia blockchain cresce nos mercados financeiros domésticos no exterior, as indústrias relacionadas estão se expandindo”.

A Samsung SDS investiu, em particular, na Blocko em junho de 2016, como parte dos esforços da empresa para diversificar seu portfólio de tecnologia da informação e das comunicações (TIC). Na época, o braço de TI do Samsung Group sublinhou seu investimento na Blocko como uma oportunidade para introduzir a tecnologia blockchain em áreas como a IoT (Internet of Things ou Internet das Coisas).

De acordo com um relatório sobre a ZDNet (site de tecnologia), as duas empresas estão desenvolvendo a tecnologia blockchain para a Samsung Card, a empresa de cartões de crédito do conglomerado. A Blocko já possui experiência operacional com clientes do setor de pagamentos, entre os quais os do JB Bank, Paygate, Lottecard e KISA da Coréia, entre outros.

Como uma empresa de tecnologia blockchain, a Blocko está ganhando rapidamente proeminência como força principal no espaço de Fintech da Coréia, fornecendo um punhado de implementações notáveis sobre a tecnologia adjacente do Bitcoin no país.

A plataforma Coinstack, software da startup que usa blockchain, foi posta em ação para utilizar o Korea Exchange, o operador regulamentar da Coréia do Sul para startups que media as ações equitativas no mercado aberto. A implementação da tecnologia blockchain foi a primeira aplicação comercial da inovação no mercado coreano.

Mais recentemente, a província de Gyeonggi-do, a mais populosa da Coréia do Sul, fez uso de um sistema de votação baseado em tecnologia blockchain, que reuniu votos na comunidade onde 9000 moradores participaram on-line e off-line. Desenvolvida pela Blocko, a plataforma de votação em blockchain fez uso de contratos inteligentes sem exigência de administração de uma autoridade central, uma necessidade em qualquer sistema de votação tradicional.

Fonte: http://www.btcsoul.com/2017/03/13/samsung-sds-blocko-fazem-acordo-uso-blockchain/

Oportunidades de Ampliação do Uso do Blockchain nas Cadeias de Valor de Negócios

Encontra-se em tramitação no Senado Federal projeto de lei, já aprovado na Câmara dos Deputados, que permitirá a terceirização irrestrita das atividades dos negócios.Isto significa que a empresa ficará autorizada a contratar os serviços de terceiros para desempenhar tarefas para qualquer setor do negócio, sejam das atividades meio ou fim, ampliando o escopo de contratação hoje limitada pelo Enunciado 331 do Tribunal Superior do Trabalho.

Neste momento cabe salientar que a ampliação do escopo da terceirização de serviços, alcançando as atividades das áreas finalísticas, tem estreita conexão com a utilização cada vez mais intensa de recursos tecnológicos especializados nos processos de negócio empresariais, dentre os quais destacam-se o BlockChain e a Inteligência Artificial.

Além de possibilitar o acesso de um número maior de empresas à inovação de seus processos, a permissão da terceirização de serviços especializados também estimulará o surgimento de novas oportunidades de negócio e de empreendedorismo nas cadeias produtivas do setor de tecnologia da informação.

Estas considerações fazem parte da minha recente publicação no Linkedin: “Gestão das Pessoas e dos Processos de Trabalho: uma abordagem no contexto da reforma trabalhista e da terceirização dos processos de negócio”.

Escrito por: Newton Meyer Fleury